Amorim vai a Israel e reitera interesse brasileiro em cooperar para um acordo de paz na região
Amorim vai a Israel e reitera interesse brasileiro em cooperar para um acordo de paz na região
O Brasil reiterou a Israel que se dispõe a cooperar nas negociações por um acordo de paz no Oriente Médio. A posição foi confirmada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo (25/7) em Jerusalém. No encontro, o israelense informou que deverá ser adiada a viagem a Brasília que estava prevista para o próximo mês. Ainda não há definição de nova data.
“O presidente Lula foi estimulado a participar de certas conversas [em busca de um acordo de paz]. Há um interesse em diálogo com vistas à paz. Vim trazer um pouco essas impressões. Obviamente essas coisas não permitem reações imediatas”, disse Amorim, em entrevista coletiva, concedida em Jerusalém.
Antes de se reunir com israelenses, ele esteve nesta segunda-feira em Ramala, Cisjordânia, com líderes palestinos para tentar impulsionar o processo de paz no Oriente Médio.
Amorim esteve na sede da ANP (Autoridade Nacional Palestina) com o primeiro-ministro Salam Fayyad e com o chanceler Riad al-Maliki.
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O chanceler afirmou que a reunião com Netanyahu foi bastante produtiva. “Vi que ele [o primeiro-ministro] ouviu tudo com muito interesse e fazia anotações. [Lembrei que nós, no Brasil,] recebemos vários emissários palestinos. Foi uma conversa interessante.”
Há cerca de dois anos, as negociações entre palestinos e israelenses foram suspensas. Desde 2007, a região da Faixa de Gaza está submetida a um embargo econômico imposto por Israel. Recentemente foi autorizada a entrada de bens de consumo, como alguns tipos de alimentos, brinquedos, medicamentos e roupas. Mas a entrada de material para confecção de explosivos está vetada. A lista de proibições inclui material de construção.
As autoridades israelenses alegam que o bloqueio foi imposto por causa das pressões e ameaças do movimento Hamas, que assumiu o controle do território. Porém, as discussões ganharam mais força depois que Israel atacou uma frota com ajuda humanitária, em 31 de maio, provocando a morte de nove pessoas e deixando 30 feridas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se manifestou contrário ao bloqueio econômico imposto na região. Em discurso em Brasília, Lula comparou o embargo às ações terroristas. De forma semelhante pensa parte da comunidade internacional. A ONU (Organização das Nações Unidas) informou não apoiar as restrições.
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