Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Ali Ahmed Karti, está em visita ao Brasil desde terça-feira (23/11) para tratar de assuntos bilaterais e discutir percepções sobre o processo político no Sudão com ministros brasileiros. Nesta quarta-feira (24/11), será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, com quem deve assinar acordos relacionados ao estabelecimento de uma Comissão Mista e a isenção de vistos em passaportes diplomáticos, oficiais ou de serviço.

O encontro entre os ministros acontece um ano e meio depois de Amorim afirmar, durante uma seção no Congresso, que o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, seria preso e deportado se viesse ao Brasil. A afirmação foi feita pelo chanceler em maio do ano passado, em razão da ordem de prisão emitida pelo TPI (Tribunal Penal Internacional), do qual o Brasil é signatário e, portanto “obedeceria imediatamente à ordem de detenção”, segundo Amorim.

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A ordem de detenção foi decretada no dia 4 de maio pelo TPI, em razão da participação de Bashir em crimes de guerra e contra a humanidade nos conflitos em Darfur. Na ocasião, a hipótese de Bashir vir à América Latina foi levantada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a 21ª Cúpula da Liga Árabe, realizada em Doha, em março do ano passado. Durante o evento, Chávez chegou a convidar o sudanês a visitar seu país – que também é signatário do TPI e teoricamente teria que prender o presidente. Porém, ate hoje Bashir não visitou nem o Brasil nem a Venezuela.

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Já o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão após visitar Brasília deve passar por Belo Horizonte e São Paulo, onde participará de audiências com empresários e organizações comerciais como a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CCAB (Câmara de Comércio Árabe-Brasileira). O objetivo é intensificar o comércio entre os dois países que aumentou mais de seis vezes entre 2002 e 2009, passando de 14,93 milhões de dólares para 97,29 milhões de dólares.

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Amorim recebe chanceler do Sudão depois de dizer que Brasil entregaria Bashir a Haia

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