Sábado, 9 de maio de 2026
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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (20/9) que a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU “é absolutamente normal” devido a eventos nacionais, “como as próximas eleições no Brasil, que podem requerer a permanência do chefe de Estado em seu país”.

Em uma coletiva de imprensa com os correspondentes e enviados especiais a Nova York, onde será aberta a 65 ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na próxima quinta-feira, Amorim explicou que a decisão de Lula, de não ir ao encontro, não tem relação com nenhuma especulação, como o fato de o Brasil pleitear uma cadeira permanente no Conselho de Segurança do organismo.

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Esta será a primeira ausência do líder brasileiro desde o início de seu primeiro mandato, em janeiro de 2003. Quando confirmada a desistência de Lula participar da nova assembleia, tradicionalmente iniciada com um discurso do Brasil, o governo não havia declarado diretamente que o fato tinha algum vínculo com as eleições do próximo dia 3.

Reforma do Conselho

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Sobre a questão da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Amorim recordou que o tema se “arrasta” há muito tempo e é importante, sobretudo que o processo, mesmo que não avance, “pelo menos não se bloqueie e tenha atualidade”.

“Um organismo que aborda a paz e a segurança no mundo não pode não ser representativo da situação internacional, permanecendo como era há 65 anos”, esclareceu o ministro, ratificando assim que irá defender a mudança da entidade.

Em relação à reunião mantida nesta segunda-feira sobre a situação do Haiti, país devastado por um terremoto de 7 graus na escala Richter em janeiro passado, Amorim se disse satisfeito.

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Logo após sua participação do encontro em Nova York, o chanceler brasileiro partirá à nação centro-americana, onde levará ao presidente René Preval, o projeto de uma central hidrelétrica que fornecerá energia a milhões de cidadãos.

Nesse sentido, Amorim recordou que o Brasil foi o primeiro país a contribuir ao Fundo de Reconstrução do Haiti, com uma doação de 55 milhões dedólares, até o momento a mais alta. O encontro desta segunda-feira tinha justamente a intenção de discutir sobre as promessas da comunidade internacional aos haitianos.

Além de Amorim, também integra a delegação brasileira a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, que apresentaria na cúpula da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) os avanços registrados pelo país.

A reunião, que busca rever as metas acordadas há dez anos pelos estados integrantes da Organização das Nações Unidas, foi iniciada nesta segunda-feira (20/9) e termina no dia 22. Já a 65ª Assembleia Geral da ONU começa um dia depois (23/9) e vai até o dia 30.

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Amorim minimiza ausência de Lula na Assembleia Geral da ONU

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