Domingo, 26 de abril de 2026
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O chanceler brasileiro, Celso Amorim, está convencido de que o Brasil pode contribuir para criar um ambiente de confiança entre Irã e o resto da comunidade internacional para resolver a questão em torno do problema nuclear do país.

“Brasil pode ajudar a eliminar mal-entendidos e preconceitos”, disse o chefe da diplomacia brasileira em entrevista publicada nesta segunda-feira (3/5) pelo jornal Le Monde.

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Amorim admite, no entanto, que “é demais esperar o anúncio de um acordo detalhado” durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Teerã neste mês.

O ministro, que acaba de retornar do Irã de uma visita na qual preparou a viagem presidencial, mantém que o caso nuclear iraniano é como “um problema de física” porque “é preciso encontrar um bom calendário, uma boa quantidade de urânio e um bom lugar para tratá-lo”.

Assegura que é possível constatar uma disposição “positiva” nas autoridades iranianas para enfrentar a questão, embora Amorim ressalte que o grande problema das relações entre Irã e Ocidente é “a falta de confiança”.

“A desconfiança é mútua”, prossegue o dirigente brasileiro, antes de precisar que considera possível, mas não fácil, conseguir um acordo baseado na última proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A alternativa, diz, seria a imposição de novas sanções ao regime iraniano, algo que o Brasil não apoia por considerar que prejudicaria o povo iraniano.

O governo brasileiro, através de diversos interlocutores, reconheceu mais de uma vez que não tem “garantias formais” de que o programa nuclear do Irã não tenha objetivos bélicos, assim como insistiu que o desenvolvimento da energia atômica com fins pacíficos é “um direito” de todo país.

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Amorim diz que Brasil pode criar ambiente de confiança para Irã

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