Domingo, 17 de maio de 2026
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Ao deixar o cargo neste domingo (02/01), o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse que conclui suas tarefas com a “sensação do dever cumprido”. Segundo ele, a política externa adotada pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcada pela decisão de “desassombrar”, buscando novos parceiros e reforçando os já existentes. Emocionado, Amorim afirmou que, em muitas situações, sua comunicação com Lula ocorria via “telepatia”.

“Tenho a sensação do dever cumprido. Fizemos o que tivemos de fazer. Realizamos o que prometemos, enfrentamos os desafios de negociações complexas. Fizemos do Mercosul uma prioridade efetiva, buscamos explorar novos horizontes e reforçamos novas parcerias. Entre as novas parcerias, a África”, disse Amorim.

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Amorim esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores nos oito anos de mandato de Lula. Ele foi um dos responsáveis pelas negociações de um acordo para a troca de urânio no Irã. Também foi um dos defensores da busca pelo diálogo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad e contrário às sanções ao Irã.

O ex-chanceler afirmou que percebe os avanços conquistados por Lula quando anda pelas ruas e praças das cidades brasileiras. “Desenvolvemos uma política na qual o povo brasileiro se reconhece e tenho oportunidade de perceber isso nas ruas e nas praças onde ando, sem seguranças nem assessores. Posso ouvir isso de gente simples”, disse.

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Citando o compositor Chico Buarque de Hollanda, Amorim afirmou que o objetivo da política externa comandada por ele sob as orientações de Lula foi, sobretudo, de “desassombrar”. “Nosso poeta Chico Buarque bem definiu que é a política que não fala fino com os poderosos”.

Amorim transmitiu hoje o cargo ao novo ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota. Na gestão de Lula, Patriota ocupou a Secretaria-Geral do Itamaraty, segundo cargo mais importante na estrutura do ministério. Amorim disse que se despede hoje da vida pública.


 

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Amorim deixa cargo com sensação de dever cumprido e faz balanço da política externa do governo Lula

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