Quarta-feira, 6 de maio de 2026
APOIE
Menu

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (27/8) que o Brasil tem de ser mais aberto nas trocas comerciais com os países da América Latina e eliminar os impedimentos para reduzir os elevados superávits que acumula com a maioria das nações da região.

“Brasil tem de ser mais aberto e não apenas com as tarifas. De nada serve reduzir as tarifas se existem tantas dificuldades”, afirmou o chanceler ao referir-se às queixas dos países sobre as barreiras não tarifárias que o Brasil impõe em seu comércio com os vizinhos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Não sou técnico, mas é preciso olhar isso. Temos de pensar se os produtos enfrentam essas mesmas dificuldades quando circulam dentro do Brasil, de um estado para outro”, acrescentou Amorim em declarações à imprensa após participar no Rio de Janeiro do seminário “A integração latino-americana em Foco”.

O ministro admitiu que as maiores reclamações que escutou nas reuniões preparatórias à visita que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, realizará na próxima semana ao Brasil foram sobre as barreiras não tarifárias brasileiras.

Mais lidas

“A maior dificuldade que dizem ter as empresas colombianas são sanitárias, fitossanitárias e de controles técnicos”, disse.

Leia também:

Em reunião do Mercosul, Amorim reitera compromisso do Brasil com a integração regional

Amorim deverá expor prioridades brasileiras ao Parlasul em outubro

Além disso, acrescentou que os equatorianos alegam que têm dificuldades para exportar produtos ao Brasil e que isso impede reduzir o enorme superávit brasileiro em seu comércio, ao qual vende US$ 1 bilhão ao ano e do qual compra apenas 30 milhões de dólares.

“Temos de adotar os procedimentos burocráticos para uma era de integração”, disse Amorim ao defender a revisão das barreiras brasileiras às exportações dos países latino-americanos.

Amorim admitiu que, às vezes, é difícil levar a burocracia por isso que é necessário que a integração passe a ser parte de um plano do país e não apenas um desejo do presidente ou da Chancelaria.

“É necessário que todos estejam compenetrados com a integração”, disse o funcionário ao citar organismos como o departamento fitossanitário do Ministério da Agricultura, o Inmetro e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Mercosul

O ministro disse que o próprio Mercosul, após ter avançado significativamente neste ano com a eliminação da dupla tarifa interna e a criação de um código alfandegário, ainda tem de avançar muito mais.

Assegurou que o Mercosul também tem de ampliar a cobertura de seus acordos sobre serviços, investimentos e compras governamentais com os outros países da América do Sul, até agora limitados a um acordo sobre serviços com o Chile e a negociações sobre serviços com a Colômbia.

“Estamos discutindo liberar serviços com os Estados Unidos e a União Europeia e não discutimos com membros do Mercosul. Temos de dar um salto em serviços e investimentos”, disse.

“Brasil é um grande país e está destinado a ter uma grande presença no mundo, mas, em termos econômicos e comerciais, os grandes jogadores do mundo serão os grandes blocos. E América Latina pode ser um bloco com peso na economia regional”, disse ao insistir na integração.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Amorim defende que Brasil precisa facilitar comércio com vizinhos

NULL

NULL

NULL