América Latina precisa de juventude forte para enfrentar pobreza, diz Fundo de População das Nações Unidas
América Latina precisa de juventude forte para enfrentar pobreza, diz Fundo de População das Nações Unidas
A diretora para a América Latina e o Caribe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Marcela Suazo, considera que a região precisa de uma juventude “com capacidade” de encontrar soluções para os ciclos de pobreza gerados pelas gestações não-desejadas em adolescentes.
“Precisamos de (…) uma juventude atuante e além de isso que tenha condições de exercer seu direito”, indicou a hondurenha Suazo em entrevista à Agência Efe antes da reunião sobre juventude que acontecerá em Salvador, na Bahia, de 24 a 26 de maio.
Suazo explicou que o encontro representa uma oportunidade para que os jovens da América Latina e do Caribe compartilhem sua visão do “contexto no qual vivem” e coordenem posições com vistas à Conferência Mundial de Juventude que acontecerá no México em agosto.
O responsável regional do UNFPA lembrou que a reunião ocorre em um momento em que a América Latina começa a sair de uma crise que repercutiu na juventude.
“Ao redor de 20% das pessoas que foram afetadas pela crise foram jovens”, indicou Suazo, ao lembrar que, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “o desemprego é três vezes superior entre os jovens (13,4%) do que na população adulta (4,5%)”.
Dos 45 milhões de jovens entre 12 e 24 anos que trabalham na região, só 3,5 milhões têm emprego formal e estável. Só 30% dos que têm trabalho dispõem de alguma cobertura de saúde e de aposentadoria.
De acordo os dados do UNFPA, mais de 80% dos adolescentes no Haiti e Colômbia não usam nenhum método anticoncepcional. Na Guatemala o percentual é de 78%; no Brasil 73%; no Paraguai e Peru, 65%, e na República Dominicana e Bolívia, cerca de 60%.
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