Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Ativistas, jornalistas e blogueiros chamaram a atenção para a decisão da Amazon de expulsar o Wikileaks de seus servidores como perigo para a liberdade na internet e pediram para a empresa norte-americana explicar se sucumbiu a pressões políticas, nesta quinta-feira (2/12).

A Amazon deixou de hospedar o Wikileaks ontem, após receber pedidos do Comitê de Segurança e Assuntos Governamentais do senado dos EUA, presidido por Joe Lieberman. O site ficou fora de serviço na maior parte do dia, antes de retornar ao provedor sueco Bahnhof.

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A página do Wikileaks foi vítima de ataques sistemáticos desde domingo, quando começou a divulgar documentos diplomáticos confidenciais norte-americanos, que deixaram a política externa do país em péssima situação. A organização pediu no Facebook que boicotem a Amazon mediante uma foto na rede social do senador Lieberman: “Boicotem a Amazon por ajudar Liberman a censurar o Wikileaks”, diz um texto sobre a fotografia.

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O senador (democrata por Connecticut) disse na quarta-feira (1º/12) em comunicado que “nenhuma companhia diretor” dentro ou fora dos EUA deveria ajudar a Amazon a “disseminar material roubado” e anunciou que pediria explicações à empresa norte-americana sobre o assunto.

Comentários como esses dispararam os alarmes do grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights First, que pediu nesta quinta-feira ao executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, que explique os motivos de sua decisão e compartilhe com o público dos EUA quais partes do governo norte-americano pressionaram a empresa.

“A decisão da Amazon de deixar de hospedar o Wikileaks em seus servidores gera sérias preocupações sobre a liberdade na Internet”, disse nesta quinta-feira a organização em carta dirigida a Bezos.

Analogias

O grupo enfatizou que decisões de companhias como a Amazon determinarão se a internet do futuro cumpre com sua promessa de oferecer uma maior liberdade aos cidadãos para se expressar e organizar, ou, pelo contrário, se transforma em uma ferramenta que pode controlar os governos. A medida gerou comentários diversos na rede.

“Agora a Amazon presta contas a um senador?”, perguntava Amy Davidson na revista The New Yorker. “Lieberman acha que ele, ou qualquer outro senador, pode pedir à companhia que administra a fábrica que imprime a New Yorker, quando for publicar uma matéria que inclui material confidencial, para interromper a impressão?”.

Já o blog nova-iorquino Gawker fez comentários similares em artigo intitulado: “Amazon.com desaloja Wikileaks; quem será o próximo?”.


Bunker subterrâneo

A imprensa norte-americana reproduziu, nesta quinta-feira, a fotografia de um bunker sueco da Guerra Fria que hospeda o Wikileaks. A Bahnhof acolhe o Wikileaks literalmente em uma caverna perto de Estocolmo, na Suécia, segundo a revista Forbes e o portal sueco VG Nett. A Forbes menciona que o lugar de armazenamento está 30 metros embaixo da terra dentro de um bunker com uma grossa porta metálica para acesso e geradores de emergência que provêm de submarinos alemães.

A continua da imprensa segue concentrada no fundador do Wikileaks, Julian Assange, procurado pela Justiça sueca sob ordem de prisão internacional. Segundo o jornal britânico The Independent, ele está escondido no Reino Unido.

O cerco contra Assange, cidadão australiano de 39 anos que vive se mudando, se estreitou depois que a Corte Suprema da Suécia rejeitou o recurso de seus advogados para a ordem de prisão ditada contra ele por supostos crimes sexuais. Personagem polêmico e carismático, Assange é um dos favoritos ao título de “Pessoa do Ano” da revista Time.

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