Terça-feira, 9 de junho de 2026
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A Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), aliança que reúne a Rússia e outros cinco países, anunciou nesta quinta-feira (06/01) o envio de uma força de paz ao Cazaquistão para conter a escalada violenta dos protestos que acontecem na nação asiática desde o dia 2 de janeiro.

Os protestos por conta do aumento do preço dos combustíveis tiveram o momento mais violento entre a noite desta quarta-feira (05/01) e a madrugada da quinta-feira. Segundo o jornal britânico The Guardian e a emissora Al Jazeera, não há uma cifra exata do número de mortos, mas estima-se que dezenas de pessoas faleceram, entre manifestantes e agentes de segurança.

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Mais de mil pessoas ficaram feridas nesses dois dias, sendo que há pelo menos 400 hospitalizados e 62 em unidades de terapia intensiva (UTIs). Outras duas mil pessoas foram presas.

“Neste momento, a parte russa do contingente de manutenção da paz está sendo transferida para o território do Cazaquistão pela Força Aeroespacial da Rússia. As primeiras unidades das forças já começaram a executar suas missões”, afirmou a CSTO em nota. Além da Rússia, organização é composta por Cazaquistão, Armênia, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão.

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A situação mais crítica foi registrada em Almaty, maior cidade do país, onde manifestantes invadiram o escritório do prefeito e a antiga residência presidencial e atacaram as forças policiais nesta quarta.

“Na última noite, forças extremistas tentaram tomar os prédios administrativos e o departamento de polícia de Almaty, além de outros departamentos e bases da polícia local”, disse o porta-voz da polícia, Saltanat Azirbek.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, informou que as primeiras tropas já foram enviadas para o país ainda na madrugada e que elas ficarão ali “por um período limitado de tempo para normalizar a situação”.

Situação no país asiático ficou mais violenta após manifestantes invadirem prédios públicos; atos foram motivados por aumento no preço dos combustíveis

Reprodução/@CSTO

"As primeiras unidades das forças já começaram a executar suas missões", afirmou a CSTO em nota

Protestos e renúncia do governo 

As manifestações no Cazaquistão começaram no último domingo (02/01) após o governo do então premiê Askar Mamin anunciar uma alta no aumento do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), que é usado tanto nas residências como para abastecer veículos.

Centenas de pessoas saíram às ruas em diversas cidades e na terça-feira (04/01) o governo decretou estado de emergência para conter os atos. Na quarta, o presidente Kassym-Jomart Tokayev aceitou a renúncia do primeiro-ministro e nomeou interinamente para a chefia do governo o então vice-premiê, Alihan Smaiylov.

Nesta quinta, o interino anunciou que vai segurar o aumento do preço do GLP por mais seis meses para tentar acalmar a crise de “maneira urgente”. “A medida é para tentar estabilizar a situação socioeconômica”, diz o governo em nota oficial.

No entanto, os protestos se acentuaram e ficaram cada vez mais violentos, com alguns grupos invadindo prédios públicos. 

Nesta quinta, a União Europeia também se manifestou sobre a crise cazaque, pediu que as tropas de paz respeitem “a soberania e a independência do Cazaquistão” e condenou a violência ocorrida em Almaty. 

“A UE condena a violência ocorrida em Almaty e em outras cidades e lamenta a perda de vidas humanas”, disse ainda um porta-voz do escritório de Assuntos Exteriores, ressaltando a necessidade de “moderação”.

*Com Ansa e Sputnik