Aliança formada pelo PAN e PRD exige recontagem de votos no México
Aliança formada pelo PAN e PRD exige recontagem de votos no México
Os partidos Ação Nacional (PAN, de direita) – do presidente mexicano, Felipe Calderón – e o Revolução Democrática (PRD, de esquerda), aliados nas eleições de domingo passado (4/7), exigiram nesta terça-feira (6/7) a recontagem de votos nos estados de Durango e Veracruz, onde garantem ter vencido.
O Partido Revolucionário Institucional (PRI, de centro), principal partido da oposição ao governo federal, obtinha vantagem no fechamento da apuração preliminar em nove estados. Porém, em dois – Durango e Veracruz -, as vitórias teriam sido muito apertadas.
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Miguel Ángel Yunes, candidato da coalizão PAN e a minoritária Nova Aliança, em Veracruz, assegurou ter triunfado, ainda que os números oficiais sejam favoráveis ao seu rival Javier Duarte (PRI) por uma diferença de três pontos.
Em Durango, a aliança opositora entre o PAN e o PRD, cujo candidato a governador era José Aispuro, defendeu sua vitória sobre Jorge Herrera (PRI) e acusou a legenda adversária de tentar anular 20 mil votos.
As coalizões lideradas pelo PAN e pelo PRD foram feitas em outros três estados – Sinaloa, Oaxaca e Puebla -, redutos do PRI. Neles, o PRI foi derrotado após 80 anos de governo ininterrupto. Nestes estados, os dois partidos, além de fazerem aliança, recrutaram políticos originalmente do PRI.
Nas eleições de domingo votou-se para autoridades regionais em 14 dos 31 estados, mas só em 12 esteve em disputa o cargo de governador.
Contudo, o pleito era considerado um teste para o governo de Felipe Calderón, iniciado em dezembro de 2006. Com uma forte política militar contra o tráfico, o mandatário enfrenta duras críticas de organizações de direitos humanos pelo aumento da violência. Segundo dados locais, mais de 23 mil pessoas morreram nos últimos três anos.
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