Domingo, 17 de maio de 2026
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O governo da Alemanha anunciou a suspensão do acordo para a implementação do gasoduto russo Nord Stream 2 nesta terça-feira (22/02). A estrutura passa pelo território alemão até Berlim, capital do país, e dobraria o fornecimento de gás para a Europa.

Segundo o chanceler alemão Olaf Scholz, seu governo pediu que as autoridades de regulamentação suspendam o processo de revisão do acordo firmado na metade do ano passado pela ex-líder da Alemanha Angela Merkel.

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“Parece algo técnico, mas é uma passagem administrativa necessária. Sem ele, não pode haver nenhuma certificação do gasoduto e, sem a certificação, o Nord Stream 2 não pode entrar em operação”, disse Scholz em coletiva.

No entanto, o governo Scholz já havia ressaltado que poderia suspender a parceria em caso de uma nova ação russa à Ucrânia. Com o reconhecimento do presidente Vladimir Putin de Lugansk e Donetsk, regiões separatistas localizadas no território ucraniano, nesta segunda-feira (21/02), os alemães cumpriram com a medida.

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Apesar da Alemanha sempre ter defendido a implementação do gasoduto, a estrutura foi alvo de críticas dos Estados Unidos e de alguns países ocidentais que chamavam o Nord Stream 2 de arma política, falas que foram rechaçadas pelos russos.

Scholz ainda pediu que esforços diplomáticos sejam realizados nesse momento “para evitar uma catástrofe” no país.

Putin reconhece repúblicas separatistas no Donbass 

Putin reconheceu nesta segunda a independência das duas regiões separatistas localizadas no território ucraniano. 

Olaf Scholz pediu a paralisação da revisão do acordo Nord Stream 2; Putin reconheceu Lugansk e Donetsk, regiões separatistas localizadas na Ucrânia

Nord Stream 2 / Nikolai Ryutin

Estrutura do Nord Stream 2 passa pelo território alemão até Berlim e dobraria o fornecimento de gás para a Europa

Em discurso de quase uma hora transmitido em rede nacional, o presidente da Rússia destacou que a Ucrânia “não é somente um país vizinho”, mas também “uma parte importante de nossa história” e que os princípios da “livre confederação dos povos” estabelecidos durante a existência da União das Repúblicas Soviéticas foram um “erro” que fez com que a região do Donbass, onde ficam os separatistas, fosse “literalmente espremida”.

A decisão do presidente russo amplia ainda mais a tensão entre Moscou e Kiev, principalmente na região fronteiriça onde estão localizados as cidades de Donetsk e Lugansk. Na última semana, autoridades da região acusaram o governo ucraniano de preparar uma ofensiva contra os separatistas e ordenaram a evacuação de civis para o território russo.  

O presidente voltou a declarar que a adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é uma ameaça à seguridade euroatlântica, dizendo que seu país foi enganado pela aliança militar, já que nos anos 1990 havia um combinado de que a Otan não iria se expandir para o leste europeu. 

Tropas russas para no leste da Ucrânia

Ainda na segunda, Putin anunciou o envio de tropas para a região leste da Ucrânia. O líder russo ordenou o Ministério da Defesa da Rússia a enviar forças armadas “para garantir a paz e segurança” em Donbass, a pedido dos líderes das duas províncias.

A movimentação foi autorizada por Putin no momento em que assinou o decreto de reconhecimento, informaram as agências russas Tass e Interfax.

(*) Com Ansa