Sábado, 9 de maio de 2026
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O ministro alemão de Exteriores, Guido Westerwelle, afirmou que as declarações do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que havia assegurado que a Alemanha desmantelaria os acampamentos de ciganos em seu território, foram fruto de um “mal-entendido”, e negou categoricamente esta possibilidade.

“A chanceler [Angela Merkel] expressou publicamente e me informou pessoalmente como foi o desenvolvimento da conversa” com Sarkozy sobre esse assunto, disse Westerwelle, garantindo que “um anúncio assim nunca existiu” em declarações à emissora pública Deutschlandfunk.

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Perante o escândalo surgido na cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas nesta quinta-feira (16/9), Westerwelle recomendou que a França respeite o direito europeu, embora também tenha defendido o governo francÊs diante das acusações.

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“Encurralar a França na esquina dos crimes da Segunda Guerra Mundial é absolutamente inaceitável e ofensivo, e provavelmente causou a forte reação do presidente francês”, comentou o chefe da diplomacia alemã.

A chanceler alemã, Angela Merkel, desmentiu na quinta-feira, por meio de um porta-voz, ter falado com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre o desmantelamento de acampamentos de ciganos também na Alemanha.

A questão não foi abordada pela chanceler nem na cúpula de líderes da UE nem em conversas com o presidente francês, afirmou o porta-voz governamental, Steffen Seibert, de volta a Berlim após a reunião em Bruxelas.

O presidente francês disse que a própria Merkel tinha expressado essa intenção durante a cúpula de chefes de Estado e do governo da UE em Bruxelas.

Efe



Merkel, na entrevista coletiva após a reunião em Bruxelas

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Sarkozy queria deixar claro que outros governos europeus compartilham sua rejeição a esse tipo de acampamentos, cuja evacuação na França causou polêmica em torno das expulsões de ciganos romenos e búlgaros do país.

“Veremos que efeito tem isso na vida política alemã”, disse Sarkozy, ao responder a perguntas sobre a polêmica levantada na França.

O presidente francês assegurou ainda que continuará desmantelando “todos os acampamentos ilegais” do país independente de quem sejam as pessoas que os habitem.

Desde o dia 19 de agosto, quando o primeiro grupo de ciganos foi deportado, outros 400 já deixaram a França. O governo tem alegado que as deportações são “voluntárias”, que os imigrantes aceitam ir embora em troca de um bilhete de avião e 300 euros por adulto
ou 100 euros por criança.

A imigração de ciganos na Europa Ocidental aumentou depois que países do
Leste Europeu – onde essas comunidades viviam tradicionalmente há
séculos – entraram para a União Europeia, particularmente República
Tcheca e Hungria, em 2004, e Romênia e Bulgária, em 2007. Atualmente,
cerca de 15 mil ciganos vivem na França.

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Alemanha contradiz Sarkozy após declarações sobre ciganos

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