Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Apesar de uma pequena desaceleração da atividade econômica no quarto trimestre de 2010, a Alemanha confirmou sua saída da crise registrando um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,6% o ano passado, informou hoje (15/02) o escritório federal de estatísticas, o Destatis. A primeira economia da Europa atingiu assim o crescimento mais elevado de todos os países desenvolvidos.

O bom desempenho se explica pela recuperação natural da atividade econômica, após um ano de forte recessão em 2009 – o PIB diminui de 4,7%, o pior dado desde a segunda guerra mundial –, porém, não é o único indicador da boa saúde da economia alemã. O índice de desemprego caiu para 6,6% da população, o nível mais baixo desde 1992, e o otimismo dos alemães em relação ao futuro é o mais alto da década, segundo uma recente pesquisa do instituto Allensbach.

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Mais uma vez, as exportações foram o principal motor do PIB em 2010, confirmando a Alemanha como uma potência exportadora. Desse ponto de vista também, o gigante europeu é uma exceção: é o único país rico que conseguiu manter sua fatia no comércio mundial na última década, apesar do papel crescente da China. Isso é resultado de uma política industrial eficiente, baseada em empresas de tamanho médio (o chamado “Mittelstand”), especializadas em produtos industriais ausentes na China e que se beneficiam da mão de obra barata de países do Leste Europeu.

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Além disso, o sistema bancário do país não sofre com a inadimplência das empresas e das famílias como no resto do continente. Regras de crédito muito rígidas frearam a especulação imobiliária. A dívida média da população passou de 115% da renda disponível há dez anos para 99% hoje. Durante a mesma época, esta proporção aumentou de 117% a 170%  no Reino Unidos e de 100% a 128% nos Estados Unidos.

O peso das exportações na economia, porém, está se tornando um problema, pois implica em uma grande dependência em relação à economia mundial. Para manter sua taxa de crescimento, a Alemanha terá de aumentar cada vez mais suas vendas para fora, ou tentar dinamizar seu mercado interno.

Os resultados da França, por sua vez, revelaram que o consumo interno foi a principal explicação da tímida retomada da atividade econômica, de acordo com dados da agência nacional de estatísticas, o Insee. O PIB francês aumentou 0,3% no quarto trimestre de 2010 em comparação com o terceiro trimestre.  Em 2010, o crescimento foi de 1,5%, revertendo a contração de 2,5% registrada em 2009, também o pior número registrado desde o pós-guerra.  

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Alemanha confirma saída da crise em 2010 com crescimento de 3,6%

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