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O grupo radical Al-Shabab, ligado à rede Al-Qaeda, assumiu a autoria do atentado que deixou pelo menos dez pessoas mortas em Mogadíscio, capital da Somália nesta quinta-feira (9/9). As explosões aconteceram as 14h15 local (8h15 em Brasília) no aeroporto da cidade cerca de 40 minutos depois de o presidente somali, Sharif Sheikh Ahmed, deixar o país.

Em mensagem postada no site oficial da organização, o Al-Shabab explicou que o ataque foi provocado contra as forças da Amisom, compostas por soldados de Uganda e do Burundi, que apoiam o governo federal de transição.

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No texto, o Al-Shabab diz que “forças especialmente treinadas” entraram no aeroporto e mataram “dúzias” de soldados e funcionários de segurança que estavam reunidos no terminal aéreo, o que foi desmentido pelo governo do país.

De acordo com o ministro somali da Informação, Said Abdirahman Omar Osman, que emitiu um comunicado em nome do governo local, que “dois veículos se aproximaram da porta do aeroporto de Mogadíscio. O primeiro explodiu no primeiro posto de controle e, do segundo, desceram quatro terrorista disparando indiscriminadamente. Forçaram a passagem e explodiram as bombas na segunda porta”, deixando cinco terroristas radicais da organização islâmica, três civis mortos e dois soldados das forças africanas.

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Já o porta-voz militar da Amisom, o comandante ugandense Barigye Ba-Hoku, disse que apesar da morte dos dois soldados e dos ataques ininterruptos do Al-Shabab na capital do país, as tropas do governo e da Amisom “mantêm a calma e o controle da cidade”.

No mês passado, em outro atentado suicida contra um hotel de Mogadíscio assumido pelo Al-Shabab, 33 pessoas foram mortas, entre elas seis deputados do Parlamento Transitório da Somália, cinco comandantes militares e diversos empregados do hotel e outros civis.

Conflitos

Nas últimas duas semanas Mogadíscio tem sido palco de conflitos entre tropas governamentais, apoiadas por forças da União Africana, e os rebeldes fundamentalista islâmico Al-Shabab, que controlam maior parte do centro e sul do país. De acordo com a ONU, desde então cerca de 250 pessoas mortas e levou 23 mil pessoas a abandonarem a cidade.

Diante disso, o alto comissário para os refugiados das Nações Unidas, o português António Guterres, classificou a situação na Somália como “terrível”, em entrevista ao canal português TVI.

Para ele, as autoridades locais e os organismos internacionais precisam tomar medidas com urgência, porém há “uma grande dificuldade em responder a todas as necessidades” que lhe são apresentadas.

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Al-Shabab assume atentado que matou dez pessoas na Somália

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