Airbus é acusada de homicídio culposo por acidente em voo Rio-Paris
Airbus é acusada de homicídio culposo por acidente em voo Rio-Paris
Atualizada às 14h33
A empresa Airbus foi acusada nesta quinta-feira (17/03) por “homicídio
culposo” pelo juiz que investiga o acidente no voo Rio de
Janeiro-Paris da Air France que, em junho de 2009, causou a morte de 228
pessoas.
O presidente de Airbus, Tom Enders, confirmou o
processo que sua empresa sofrerá na condição de fabricante do avião, do
modelo A330, mostrou seu descontentamento com a decisão e ressaltou “a
ausência de fatos” que, segundo ele, sustentam essa acusação.
“A Airbus sustenta que o objetivo deveria ser encontrar a causa deste acidente e assegurar que nunca ocorra novamente”, assinalou Enders, que em seu depoimento ao juiz esteve acompanhado do advogado da companhia, Simon N'Diaye.
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Enders também reiterou que a Airbus “continuará apoiando as investigações, inclusive a busca das caixas-pretas, que é a única maneira segura de conhecer a verdade”.
Ele se referiu assim à nova campanha – a quarta – dirigida pelo organismo governamental francês encarregado de acidentes aéreos, o BEA, que deve ser iniciada a partir do dia 20 para localizar tanto as caixas-pretas quanto os restos do voo A330 da Air France.
O juiz instrutor convocou para esta sexta-feira a companhia Air France, que deveria estar representada por seu diretor-geral, Pierre-Henri Gourgeon, e poderia ser também denunciada por responsabilidades na queda do avião.
O BEA constatou que as sondas Pitot, usadas para medir a velocidade da aeronave, falharam. Entretanto, esse fator não pode ser creditado como a única causa do acidente, ocorrido em 1º de junho de 2009.
Jean-Claude Giudicelli, um dos advogados das famílias das vítimas, afirmou que “não há nenhuma dúvida sobre a responsabilidade coletiva da Air France e da Airbus”. Segundo ele, “há provas arrasadoras”.
Entre essas provas, Giudicelli destacou que o sistema que comunica os erros técnicos ao computador de bordo do avião indicou, durante a queda da aeronave, que as sondas Pitot não funcionavam e que, portanto, os pilotos não podiam controlar a velocidade de voo.
A Air France substituiu esse tipo de sondas em todos seus aviões após o acidente de 2009.
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