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A temperatura nas piscinas de resíduos nucleares dos reatores 4, 5 e 6 da usina de Fukushima é muito superior ao permitido e chega a triplicar o recomendado, informou nesta quarta-feira (16/03) a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

“Segundo os especialistas da AIEA, a temperatura em uma piscina de combustível usado se mantém abaixo de 25 graus em condições normais de funcionamento”, explicou a agência.

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A informação contrasta com os dados apresentados anteriormente pela AIEA: na piscina do reator 4, os últimos dados obtidos de terça-feira às 7h de Brasília, indicam que o combustível nuclear estaria a 84 graus.

No caso da piscina do reator 5, a temperatura era de 62,7 graus às 2h de Brasília desta quarta-feira, e no depósito do reator 6 teria alcançado no mesmo horário 60 graus.

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“A AIEA segue tentando obter mais informação sobre os níveis de água, a temperatura e o estado de todas as instalações de combustível utilizado na central de Fukushima Daiichi”, conclui a agência nuclear da ONU.

O diretor-geral da AIEA, o japonês Yukiya Amano, anunciou nesta quarta-feira que viajará o mais rápido possível ao Japão, previsivelmente na quinta-feira (17/03), para estudar no terreno a evolução da crise e melhorar os canais de comunicação com as autoridades japonesas.

Horas antes, a AIEA explicou que “as autoridades japonesas informaram sobre suas preocupações a respeito do estado da piscina de combustível nuclear utilizado nas unidades 3 e 4 de Fukushima Daiichi”.

Os reatores 4, 5 e 6 estavam apagados quando ocorreu o terremoto e posterior tsunami de sexta-feira passada, mas contêm piscinas com barras de combustível atômico usado que podem superaquecer caso a água evapore, além de emitir radioatividade à atmosfera.

As autoridades japonesas tomaram medidas especiais em um perímetro de 30 quilômetros de Fukushima para proteger a população da radiação e evacuou cerca de 200 mil moradores em um raio de 20 quilômetros em torno da central danificada.


Danos

Segundo as autoridades do Japão,o número de mortos  pelo terremoto e posterior tsunami aumentou para 4.134, quanto o de desaparecidos subiu para 8.606, segundo dados da polícia local. No entanto, segundo estimativas acredita-se que o número final de vítimas ainda pode aumentar em alguns municípios das províncias mais afetadas, como Iwate, Miyagi e Fukushima, onde milhares de pessoas seguem desaparecidas.

Mais de 100 mil militares e reservistas japoneses, ajudados por voluntários estrangeiros especialistas em salvamento, vasculham a zona devastada na busca por sobreviventes soterrados sob os escombros ou arrastados mar adentro pela onda gigante de dez metros de altura.

Além disso, na província de Fukushima há um alerta pela situação na usina nuclear, onde pelo menos quatro reatores estão instáveis e teme-se que possa ocorrer um vazamento radioativo em massa.

Quase 80 mil edifícios e casas foram destruídos e mais de meio milhão de evacuados vive em 2,5 mil abrigos temporários, muitos dos quais não têm água potável e eletricidade.

Até o momento 26 mil pessoas foram recuperadas, segundo dados do governo.

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AIEA: Temperatura nas piscinas de resíduos é muito superior ao recomendado

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