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A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) qualificou nesta segunda-feira (14/03) como “muito pouco provável” a possibilidade de ocorrer uma catástrofe na usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, comparável aos danos de provocados pelo vazamento de Chernobyl, em 1986.

Fukushima teve três de seus reatores danificados após o terremoto e posterior tsunami que arrasou o nordeste do Japão na sexta-feira passada.

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Mesmo diante da recente tragédia, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, fez uma defesa do desenvolvimento da energia nuclear. “Isso foi um acidente causado por um desastre natural sem precedentes, mas não resta força ao fato de que necessitamos uma fonte estável de energia como a atômica”, afirmou.

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O especialista insistiu que “as radiações emitidas são limitadas, mas os operários têm problemas para refrigerar os reatores. O mais importante é estabilizá-los”.

Os sistemas de esfriamento de três dos seis reatores da usina de Fukushima 1 estão estragados e duas explosões ocorreram nos reatores 1 e 3, devido a reações químicas e não nucleares.

As blindagens de contenção impediram até o momento, segundo as autoridades japonesas, que espalhassem grandes quantidades de substâncias radioativas ao meio ambiente.

“Há muitas diferenças a respeito de Chernobyl, não é um acidente causado pelo desenho, mas por um desastre natural além da imaginação. Também não há reação em cadeia porque os reatores foram fechados a tempo. E Chernobyl não tinha uma blindagem primária de contenção como é o caso destes reatores”, disse Amano.

Amano comparou o vazamento de Fukushima com o pior acidente nuclear registrado até agora na história, ocorrido no dia 26 de abril de 1986 na usina nuclear de Chernobyl (antigamente União Soviética, hoje Ucrânia). Na ocasião, o superaquecimento de um reator provocou uma enorme explosão durante um teste que simulava um corte de provisão elétrica.

As autoridades japonesas estão tentando injetar água do mar à pressão nos reatores para esfriar o material radioativo e asseguram que a quantidade de radioatividade liberada em forma de vapor para diminuir a temperatura foi relativamente modesta.

“Não temos nenhuma indicação que se esteja produzindo uma fusão no núcleo (em Fukushima)”, afirmou por sua parte um dos técnicos da AIEA que assistiu à entrevista coletiva.

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AIEA considera improvável que crise nuclear no Japão seja 'novo Chernobyl'

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