Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, declarou neste domingo (23/01) que pode haver “resultados adequados” nas próximas reuniões com o 5+1 – grupo formado pelos Estados Unidos, o Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha – se este se comprometer com a justiça e a legalidade.

Em discurso para milhares de pessoas na cidade de Rasht, o líder iraniano acusou Israel de ingerir na negociação, e denunciou a existência de grupos na Europa e nos Estados Unidos que não desejam o acordo.

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“Pelos antecedentes e a mentalidade da outra parte, nunca esperamos uma solução antes de quatro ou cinco reuniões”, falou Ahmadinejad, conforme a televisão estatal.

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“Existe uma oportunidade. Se a outra parte atuar de maneira justa e com respeito, nas próximas reuniões poderemos obter bons acordos”, assinalou.

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“Sabemos que os sionistas incultos, certos estados arrogantes, e alguns que querem todo o poder na Europa e nos Estados Unidos não estão interessados em uma solução dos problemas”, criticou.

Irã e o 5+1 concluíram no sábado em Istambul uma nova rodada de negociações sobre o polêmico programa nuclear iraniano sem acordos, nem avanços concretos.

Durante a mesma, as grandes potências mundiais pediram ao regime iraniano que entregasse mais urânio enriquecido como medida de confiança.

O presidente iraniano insistiu neste domingo que o 5+1 tem só duas vias, “a primeira seguir com o método antigo com o qual tentaram evitar que o povo iraniano produzisse combustível nuclear”, embora “esgotaram toda sua capacidade e não puderam evitá-lo”.

“Saibam que continuar com essa via não terá outro resultado diferente do obtido até agora. A inimizade não é boa para os inimigos do Irã”, acrescentou Ahmadinejad.

O outro caminho é “a colaboração” com o Irã e o reconhecimento do que denominou os direitos inalienáveis de seu país, acrescentou.

O líder advertiu que “o povo iraniano está unido. Quando não era nuclear anulou todas as pressões. Agora que possui tecnologia, não importa nada. A nação não dará nenhum passo para trás”.

Grande parte da comunidade internacional – com os Estados Unidos e Israel à frente – acusam o regime iraniano de esconder sob seu programa civil outro de natureza clandestina e ambições bélicas cujo objetivo seria adquirir armas atômicas.

As suspeitas se centram, sobretudo, no programa de enriquecimento de urânio do Irã, que advertiu que sob nenhum conceito renunciará a este direito.

Israel avisou em repetidas ocasiões que está disposto a atacar Irã se este país não detém seu esforço atômico.

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Ahmadinejad prevê "resultados adequados" em próximas reuniões com 5+1

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