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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou nesta segunda-feira (19/7) os Estados Unidos de estarem por trás do duplo atentado a bomba que aconteceu na última quinta-feira (15/7) em uma mesquita na cidade de Zahidan, no sudoeste do país, e deixou mais de 30 mortos e uma centena de feridos. A mesma acusação já tinha sido feita na semana passada pelo comandante-adjunto da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Salami.

De acordo com Ahmadinejad, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e outras forças norte-americanas fixadas no Afeganistão e no Paquistão teriam financiado os autores da explosão. “Os EUA patrocinam os terroristas e os autores deste tipo de atentados na região com ajudas financeiras, equipamentos de informática e armas”, afirmou o presidente na inauguração de duas fábricas de cerâmica em Qazvin, no leste de Teerã, segundo a agência iraniana de notícias Irna.

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O atentado aconteceu após a aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) de uma nova resolução de sanções contra o Irã, a quarta até agora, por sua rejeição de suspender o enriquecimento de urânio que pede a comunidade internacional, o que Ahmadinejad classificou como “uma atitude suspeita”.

“Esta é a lógica dos vaqueiros, que primeiro impõem uma resolução, depois ameaçam e pedem para dialogar”, acrescentou. Diante disso, o presidente iraniano considerou “irônico” que Barack Obama envie uma mensagem de condolências pelo ataque ao mesmo tempo em que “Washington respalda e financia grupos armados opositores ao governo iraniano”.

Na opinião dele, a preocupação do Ocidente “não é pelo temor de uma bomba atômica, já que eles têm milhares de ogivas nucleares, mas temem pelo despertar dos povos e suas tentativas de alcançarem o desenvolvimento tecnológico”.

No entanto, Ahmadinejad se disse disponível para futuros diálogos com os norte-americanos a respeito das sanções e do ataque terrorista. “O Irã está disposto ao diálogo se perceber que eles querem a justiça e a lei para todos”, afirmou.

Sanções

Desde que o Irã anunciou o enriquecimento de urânio, os EUA lideram um movimento no Conselho de Segurança da ONU para punir o país por suspeitarem que o Irã tenha um programa clandestino de armamento por trás de outro de atividades pacíficas.

O governo iraniano, no entanto, nega a acusação e afirma que suas atividades atômicas são transparentes e têm fins pacíficos e civis. Para Ahmadinejad, as políticas agressivas contra seu país “somente alimentarão o ódio da população” e criarão conflitos internacionais. “As resoluções não podem afetar ao Irã e impedir seu desenvolvimento”, concluiu.

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Ahmadinejad acusa EUA de terem financiado atentado no Irã

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