Agência Nuclear minimiza possibilidade de acidente como o de Chernobil no Japão
Agência Nuclear minimiza possibilidade de acidente como o de Chernobil no Japão
A Agência de Segurança Nuclear do Japão informou nesta segunda-feira (14/03) que não há possibilidade de acontecer um acidente nuclear como o de Chernobil na central nuclear de Fukushima, região nordeste do país.
“Não há nenhuma possibilidade, em absoluto, de um Chernobil”, garantiu o ministro de Estratégia Nacional do Japão, Koichiro Gemba, com base na avaliação da Agência de Segurança Nuclear.
Leia mais:
Japão tenta controlar nova pane em reator de usina nuclear após segunda explosão
Acidente nuclear é avaliado em nível 4 e coloca Japão em alerta
Forte explosão em usina nuclear de Fukushima deixa quatro feridos
Japão confirma vazamento de 'quantidades mínimas de radiação' de usina nuclear
Galeria de imagens: Terremoto de magnitude 8,9 e tsunami atingem costa do Japão
A catástrofe da usina ucraniana de Chernobil é considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem radioativa que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido, com a liberação de 400 vezes mais contaminação que a bomba que foi lançada sobre Hiroshima. Segundo os especialistas japoneses, um acidente semelhante é improvável porque os reatores atuais são construídos com padrões mais elevados e sob medidas de segurança mais rigorosas.
Hoje, porém, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, admitiu publicamente que a situação em Fukushima 1 é “alarmante” e que o governo vai se esforçar para minimizar os prejuízos. Segundo ele, o terremoto e o tsunami da última sexta-feira (11/03) colocam o país “na crise mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”.
Desde sexta-feira, o risco de uma catástrofe nuclear se tornou uma preocupação para o Japão e países vizinhos, e engenheiros trabalham para evitar um acidente na usina, que foi gravemente afetada durante o tremor. Os técnicos estão injetando água do mar nos reatores para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.
Os problemas começaram quando o tsunami interrompeu o fornecimento de energia e os geradores não funcionaram, fazendo com que os sistemas de resfriamento de três dos seis reatores da central de Fukushima 1 também parassem de operar, causando superaquecimento. Duas explosões já foram registradas nos edifícios dos reatores um e três, provocadas pelo acúmulo de hidrogênio, segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). As explosões no prédio do reator 3, ocorridas na manhã de hoje do horário local, deixaram onze feridos, informou a agência Jiji Press.
As imagens da televisão local mostraram fumaça branca saindo das instalações. O canal NHK indicou que a explosão ocorreu por volta das 11h desta segunda-feira (23h de Brasília) e derrubou uma das paredes do prédio que abriga o reator.
Veja imagens da explosão do reator três:
De acordo com a agência Kyodo, as autoridades pediram a 600 moradores que não tinham sido evacuados em um perímetro de 20 quilômetros ao redor do recinto que não saiam de suas casas até nova ordem. A ONU (Organização das Nações Unidas) informou que ao menos 210 mil pessoas foram retiradas da zona das centrais nucleares de Fukushima, onde viviam cerca de 400 brasileiros.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























