Advogado que representa Venezuela em processo de extradição diz ter sofrido ameaças
Advogado que representa Venezuela em processo de extradição diz ter sofrido ameaças
José Pertierra, o advogado que representa a Venezuela no pedido de extradição aos Estados Unidos de Luis Posada Carriles, militante anticastrista acusado de “terrorismo”, anunciou hoje que vai recorrer ao FBI para denunciar ameaças de morte que recebeu de seguidores do acusado durante seu julgamento no Texas.
Nesta segunda-feira começou em El Paso um processo contra Posada Carriles — cubano naturalizado venezuelano e ex-agente da CIA — por crimes nas leis de imigração e não pelas acusações apresentadas por Venezuela e Cuba: a explosão de um avião com 73 passageiros em 1976 e atentados contra hotéis localizados em Havana que causaram a morte de um turista em 1997.
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Pertierra declarou ao canal interestatal Telesur que durante a audiência um dos seguidores de Posada Carriles se aproximou dele chamando-o de “cachorro” — forma como eram chamados os passageiros da companhia Cubana de Aviação que foi atacada em 1976 — perguntando se ele gostaria de receber flores e acrescentando: “Cachorro, vou me encarregar de você”.
O advogado disse que conversará com o FBI sobre o ocorrido, para que identifiquem essa pessoa. Ele também lamentou que a justiça norte-americana não leve em conta as “numerosas e irrevogáveis provas” que Cuba e Venezuela dizem ter sobre as “atividades terroristas” de Carriles.
Carriles foi detido no Panamá em 2000, quando planejava um atentado contra o então presidente cubano, Fidel Castro. Quatro anos depois ele foi perdoado pela presidente Mireya Moscoso.
Recentemente foram atribuídas novas informações sobre o caso em Cuba, através de confissões do salvadorenho Francisco Chávez Abarca, acusado de ser cúmplice de Carriles em atos terroristas, que cumpre condenação de 30 anos na ilha.
Na última segunda-feira, como o começo do julgamento de Carriles, na cidade texana de El Paso, se reuniram dois pequenos grupos em frente a Corte, um deles dava vivas ao acusado e chamava-o de “herói da liberdade”, enquanto o outro gritava palavras como “assassino” e “terrorista”.
Ele está sendo julgado em território norte-americano por 11 crimes, entre eles fraude, falsas declarações a funcionários da imigração dos Estados Unidos e entrar no país sem documento.
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