Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Não há mandado de prisão contra o jornalista australiano Julian Assange, fundador do Wikileaks. A afirmação é de seu advogado, Mark Stephans. Em entrevista à agência de notícias Reuters, Stephans disse que o pedido de prisão emitido foi devolvido à Scotland Yard porque estava “fora da lei e não tinha efeito”.

“Houve um alerta vermelho da Interpol, o que não é um mandato, alertando as autoridades para monitorar os movimentos dele”, afirmou.

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Na terça-feira (29/11), a Interpol solicitou aos policiais de todo o mundo que cumprissem a ordem de encontrar, prender e extraditar Assange.

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Australiano de 39 anos, Assange é acusado de cometer crimes sexuais na Suécia. Mas ele passou a ser visado em todo o mundo após divulgar em seu site esta semana documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos. A investigação sobre os abusos sexuais foi iniciada após a denúncia de duas mulheres suecas. Depois, a promotoria pública do país interrompeu o caso já que Assange não foi acusado formalmente de nenhum crime no país. As investigações foram retomadas dias depois.

Erro de redação

Segundo o advogado, o jornalista australiano quer conversar com as autoridades suecas, mas não revelou onde onde Assange se encontra. Stephans, porém, garantiu a agência de notícias francesa AFP que a Scotland Yard conhece a localização exata do fundador do Wikileaks, mas não pôde detê-lo por causa de um erro na redação da ordem de prisão emitida pela Suécia.

“A Scotland Yard sabe onde ele está, os serviços de segurança de vários países sabem onde ele está. A polícia  está sendo um pouco evasiva em suas respostas, mas sabe exatamente como entrar em contato com ele, assim como a procuradoria sueca”, declarou Stephens à AFP.

Antes, o jornal inglês The Times publicou a informação de que Assange estaria escondido no sudeste da Inglaterra, porém seu advogado não confirmou a informação.

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Advogado nega mandados de prisão contra fundador do Wikileaks

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