Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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 O ex-presidente do Equador Lucio Gutiérrez, acusado pelo mandatário Rafael Correa de estar por trás da tentativa de desestabilização do governo de 30 de setembro, advertiu nesta quarta-feira (20/10) que haverá novos “levantes” no país se não houver “retificações” das autoridades.

“Qualquer coisa pode ocorrer no Equador, um novo levante talvez militar, um levante talvez da população civil e isso é óbvio, pois quando alguém escuta os trovões, que é o que outro diz, vai chover”, assegurou o político ao se reunir com a imprensa estrangeira.

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Gutiérrez e seu Partido Sociedade Patriótica foram acusados pelo Executivo local como os principais instigadores da tentativa de golpe de Estado do mês passado, quando uma revolta policial levou à tomada de quarteis, confrontos nas ruas e ao sequestro de Correa em um hospital por cerca de 12 horas. Pelo menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

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Coronel retirado, o ex-presidente negou ter tido contato direto com os policiais ou militares em “serviço ativo” antes ou depois da tentativa de desestabilização, mas assegurou conhecer que há “descontentamento” entre os membros das forças de ordem. Em ocasiões anteriores, ele rejeitou estar envolvido no caso.

A revolta foi iniciada com o pretexto de condenar uma lei que retiraria benefícios econômicos e prêmios da categoria. Correa e seus ministros, no entanto, afirmaram que havia uma campanha de “desinformação” promovida por opositores, já que sua gestão teria duplicado os salários dos policiais.

Gutiérrez governou o Equador entre 2003 e 2005, quando decisões como a destituição de 27 dos 31 juízes da Suprema Corte — e a posterior anulação de processos movidos contra ex-mandatários — geraram protestos da oposição e fizeram a população tomar as ruas. O então líder do Executivo fugiu para o Brasil, onde permaneceu como refugiado, e o Congresso o destituiu por 'abandono de cargo'.



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Acusado no Equador de tentativa de golpe, ex-presidente adverte para novos 'levantes'

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