Acusado de envolvimento em sequestro, arcebispo de Buenos Aires pode ser convocado para depor
Acusado de envolvimento em sequestro, arcebispo de Buenos Aires pode ser convocado para depor
Um advogado argentina solicitou que o arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Bergoglio, seja intimado a depor em um caso sobre o desaparecimento de dois padres durante a última ditadura militar do país (1976-1983).
O pedido foi feito nesta quinta-feira (23/9) pelo advogado Luis Zamora, depois que a ex-presa e desaparecida María Elena Funes falou sobre o sequestro dos sacerdotes Francisco Jalics e Orlando Yorio. A mulher foi testemunha em um julgamento sobre crimes cometidos na ESMA (Escola de Mecânica da Armada), o principal centro de detenção clandestino da cidade de Buenos Aires.
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Segundo a versão de María Elena, o arcebispo de Buenos Aires — forte opositor ao governo de Cristina Kirchner — havia proibido Yorio de exercer suas funções como padre, por razões ideológicas, na região de Bajo Flores, ao sul da capital argentina, onde vivia na época.
Yorio também teria dito à ex-presa que Bergoglio enviou uma nota ao arcebispo de Morón, advertindo-o de que os dois padres “eram maus e não deveriam ser aceitos”, de acordo com o relato prestado no tribunal.
Segundo ela, o religioso lhe revelou que tinha sido censurado por Bergoglio, na época seu superior, uma semana antes do sequestro dos dois sacerdotes por um comando da ESMA.
A suposta responsabilidade do cardeal no crime dos dois párocos foi denunciada pela primeira vez em 1986, no livro Igreja e Ditadura escrito pelo falecido defensor de Direitos Humanos Emilio Mignone, cuja filha Mónica também está desaparecida.
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