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Alunos e professores da Universidade de Georgetown, em Washington, enviaram uma carta ao reitor, John J. DeGioia, nesta quarta-feira (29/9) para exigir que ele volte atrás na nomeação do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe como professor visitante da instituição.

O documento, assinado por mais de 150 acadêmicos de universidades nos EUA, no Canadá, no Reino Unido e na América Latina, inclusive no Brasil, alega que o ex-presidente não está apto a assumir o cargo porque, durante seu governo, envolveu-se em episódios que violaram os direitos humanos, como o caso dos “falsos positivos”, manteve vínculos com grupos paramilitares e acobertou a manipulação do sistema judiciário colombiano, promovendo a corrupção.

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“A corrupção durante seu governo foi mais do que escandalosa, não apenas por causa da presença de traficantes de drogas em cargos públicos, mas também porque o Congresso e muitos órgãos do governo foram ocupados por criminosos. Hoje, mais de uma centena de membros do Congresso estão envolvidos em processos criminais. A maioria deles é ligado a Uribe”, diz o texto.

Os signatários da carta exigem que uma “censura moral seja feita antes de confiar a ele qualquer responsabilidade futura”. Entre os acadêmicos, destacam-se Noam Chomsky, professor de linguística e militante progressista e a brasileira Mônica Dias Martins, da UECE (Universidade Estadual do Ceará).

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Escândalo

 

A nomeação de Uribe como professor emérito foi anunciada em agosto pela Universidade de Georgetown e desde então vem causando protestos. Em setembro, no seu primeiro dia de aula como professor da Universidade, dezenas de pessoas reuniram-se em frente à escola de Serviço Exterior da instituição para protestar contra sua presença na chamada campanha Adeus Uribe.

O ex-presidente foi contratado para trabalhar para a faculdade em assuntos internacionais durante o ano acadêmico de 2010-2011 e dar aulas  de Liderança Global para os estudantes de Georgetown.

Os chamados “falsos positivos” foram casos de pessoas inocentes assassinadas por militares na Colômbia e contabilizadas como guerrilheiros mortos em combate. Os casos começaram a surgir em 2008, durante o governo de Uribe, quando o governo estabeleceu uma gratificação em dinheiro aos soldados por cada combatente morto, semelhante à chamada “gratificação faroeste” do Rio de Janeiro no governo de Marcello Alencar.

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Acadêmicos protestam contra aulas de Uribe em universidade nos EUA

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