Sábado, 25 de abril de 2026
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Autoridades do departamento de Tarija, no sul da Bolívia, advertiram neste domingo (4) que irão processar o ministro do Interior, Sacha Llorenti, pela abertura da fronteira com a Argentina, para que bolivianos residentes no país vizinho pudessem participar das eleições regionais.

Os “cidadãos que vivem na Argentina não devem votar. Esta é uma eleição para os cidadãos que vivemos no país”, disse o presidente da Corte Eleitoral local, Miguel Angel Guzmán.

A denúncia foi respaldada pelo governador de Tarija, Mauricio Lea Plaza, que considerou “um crime” a liberação do trânsito na divisa entre os dois Estados. “É um crime e vamos denunciá-lo às autoridades correspondentes”.

Llorenti, por sua vez, defendeu a posição do governo, afirmando que “os cidadãos bolivianos tem o direito de emitir seu voto”. Ele também qualificou de “ilegais e anticonstitucionais as atribuições das autoridades de Tarija”, que pediram o bloqueio imediato da passagem.

Cerca de cinco milhões de cidadãos habilitados elegem neste domingo os governadores dos nove departamentos do país — Tarija, Santa Cruz, Beni, Pando, Chuquisaca, Oruro, Potosí, Cochabamba, La Paz –, 337 prefeitos e membros das assembleias legislativas departamentais e dos conselhos municipais.

Os 4.149 colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (9h no horário de Brasília) e devem ser fechados às 16h locais (17h no horário de Brasília). Os resultados, contudo, não devem ser divulgados rapidamente, já que este é o primeiro processo eleitoral do tipo no país.

As votações regionais significam também o direcionamento do país a um novo sistema de administração autonômica, já que os departamentos — com as assembleias legislativas — poderão promover e aprovar leis.

Além disso, desde que chegou ao poder, em 2006, Morales esta é a sexta vez que ele coloca à prova o seu apoio popular. Após vencer com 53,7% as eleições de dezembro de 2005, o líder indígena tem ampliado sua margem de popularidade. No fim do último ano, ele foi ratificado ao posto com mais de 64% dos votos.

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Abertura da fronteira da Bolívia com Argentina gera críticas da oposição

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