Abertura da fronteira da Bolívia com Argentina gera críticas da oposição
Abertura da fronteira da Bolívia com Argentina gera críticas da oposição
Autoridades do departamento de Tarija, no sul da Bolívia, advertiram neste domingo (4) que irão processar o ministro do Interior, Sacha Llorenti, pela abertura da fronteira com a Argentina, para que bolivianos residentes no país vizinho pudessem participar das eleições regionais.
Os “cidadãos que vivem na Argentina não devem votar. Esta é uma eleição para os cidadãos que vivemos no país”, disse o presidente da Corte Eleitoral local, Miguel Angel Guzmán.
A denúncia foi respaldada pelo governador de Tarija, Mauricio Lea Plaza, que considerou “um crime” a liberação do trânsito na divisa entre os dois Estados. “É um crime e vamos denunciá-lo às autoridades correspondentes”.
Llorenti, por sua vez, defendeu a posição do governo, afirmando que “os cidadãos bolivianos tem o direito de emitir seu voto”. Ele também qualificou de “ilegais e anticonstitucionais as atribuições das autoridades de Tarija”, que pediram o bloqueio imediato da passagem.
Cerca de cinco milhões de cidadãos habilitados elegem neste domingo os governadores dos nove departamentos do país — Tarija, Santa Cruz, Beni, Pando, Chuquisaca, Oruro, Potosí, Cochabamba, La Paz –, 337 prefeitos e membros das assembleias legislativas departamentais e dos conselhos municipais.
Os 4.149 colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (9h no horário de Brasília) e devem ser fechados às 16h locais (17h no horário de Brasília). Os resultados, contudo, não devem ser divulgados rapidamente, já que este é o primeiro processo eleitoral do tipo no país.
As votações regionais significam também o direcionamento do país a um novo sistema de administração autonômica, já que os departamentos — com as assembleias legislativas — poderão promover e aprovar leis.
Além disso, desde que chegou ao poder, em 2006, Morales esta é a sexta vez que ele coloca à prova o seu apoio popular. Após vencer com 53,7% as eleições de dezembro de 2005, o líder indígena tem ampliado sua margem de popularidade. No fim do último ano, ele foi ratificado ao posto com mais de 64% dos votos.
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