A história da Amazônia ainda não é documentada
A história da Amazônia ainda não é documentada
A atual conjuntura internacional para a preservação da Amazônia faz com que aumente a necessidade de ampliar o que se sabe sobre a região nas instâncias política, econômica e social. E uma possível solução é o programa “Amazônia em Transformação: História e Perspectivas”, lançado em 2009 pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, que tem como coordenadora geral Maritta Koch-Weser.
Antropóloga e ambientalista na área de desenvolvimento internacional, Koch-Weser é coordenadora do programa e presidente da Earth3000, ONG com sede na Alemanha, que apóia inovações de governos preocupados com a questão ambiental e de desenvolvimento.
Nivaldo Silva/Opera Mundi

A antropóloga Maritta Koch-Weser
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Esse programa tem como objetivos preservar a memória dos processos de transformação da Amazônia – principalmente no período de 1960 a 2010 –, viabilizar um futuro enraizado na aprendizagem sistemática e disponibilizar o acesso a informação sobre a região, com diferenciais sub-regionais, que será desenvolvido no site acadêmico como uma espécie de “GoogleAmazon” ou “AmazôniaWikipedia” com canais para outros portais.
Segundo Maritta Koch-Weser, o período de estudo que o acervo busca preservar, “é um definição artificial para estudo, mas necessária”.
O objetivo em relação ao projeto do googleAmazon, é “dialogar com os bons centros de pesquisa de outros países”, disse Koch-Weser.
De acordo com Koch-Weser, muitos especialistas no tema têm acervo próprio, como é o caso de Aziz Ab`Saber, Betty Mindlin e Bertha Becker – o que facilita o andamento do “Amazônia em Transformação”.
Este resgate da memória regional será realizado por meio da identificação e mapeamento dos acervos ainda não publicados e raros – que estão ameaçados por falta de preservação – e de sua digitalização, que será dividida em quatro grupos: o sócio-econômico, envolvendo políticas indigenistas, diversidade cultural e economia doméstica; o setor privado, sobre questões de infra-estrutura, mineração, petróleo e hidrelétricas; o de biodiversidade, a respeito do desenvolvimento sustentável e do manejo florestal; e dos temas pan-amazônicos, que envolvem as questões da soberania nacional e das fronteiras, cada vez mais polêmicas.
“A natureza não respeita fronteiras nacionais”, disse maritta Koch-Weser.
O acervo físico de documentação do IEA-USP abrigará todas essas informações para que o projeto seja difundido e as pesquisas sobre Amazônia possam evoluir nas diversas áreas que o tema envolve, com o apoio financeiro e o envolvimento de instituições públicas, institutos de ciências, ONGs e empresas privadas.
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