Domingo, 14 de junho de 2026
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Uma pesquisa entre a população do Chile revelou que 86% dos entrevistados rejeitam a construção de usinas nucleares no país, e 60% não aceitariam estas instalações sob nenhuma condição.

Os números refletem um aumento da rejeição à utilização da energia nuclear no momento em que os efeitos do terremoto e do tsunami de 11 de março sobre a central nuclear de Fukushima, no Japão, são cada vez maiores e mais divulgados.

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O registro da preocupação dos chilenos também coincide com a visita que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará ao país na próxima segunda-feira, durante a qual estará em pauta a assinatura de um acordo de cooperação nuclear.

De acordo com o estudo, cerca de 40% dos entrevistados é a favor da construção de usinas nucleares em alguns casos. Desta porcentagem, 22% consideraria favorável se a localização da usina estivesse o mais longe possível da população e do mar, e 8% se mostra a favor se houver um acordo majoritário do país.

O levantamento, realizado pelo Centro de Pesquisas do jornal chileno La Tercera, mostrou uma alta constante no rechaço à energia nuclear desde 2006, quando, segundo o mesmo estudo, 43% rejeitava a ideia. Em 2010, a rejeição era de 74%.

A condição sísmica do país é o principal motivo alegado por 42% das pessoas que se opõem à construção de usinas nucleares, seguido pela incapacidade do Chile de enfrentar um acidente semelhante ao do Japão (28%).

Cerca de 80% consideram a fonte nuclear a mais perigosa na produção energética e 50% criticam seu potencial como armamento bélico.

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86% dos chilenos são contra usinas nucleares, diz pesquisa

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