Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Duas explosões mataram ao menos 103 pessoas e feriram centenas em cerimônia no Irã para homenagear o comandante Qassim Soleimani, morto em ataque de drone dos Estados Unidos em 2020, relataram autoridades iranianas nesta quarta-feira (03/01).

O jornal iraniano Tasnim disse que a primeira explosão ocorreu a 700 metros do túmulo de Soleimani e a segunda a um quilômetro de distância do local. A mídia do país mostrou equipes de resgate do Crescente Vermelho atendendo feridos na cerimônia, onde centenas se reuniram para homenagear o ex-comandante da Guarda Iraniana, morto há quatro anos.

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Segundo a emissora catari Al-Jazeera, o chefe do Judiciário do Irã, Gholam Hossein Mohseni-Ejei, divulgou um comunicado dizendo que as explosões serão investigadas e que os “agentes e perpetradores deste crime serão, sem dúvida, punidos”.

“As agências de inteligência e segurança são obrigadas a buscar prontamente todas as provas e os terroristas e entregá-los ao Judiciário”, disse.

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Quem foi Qassim Soleimani

Qassim Soleimani foi uma das figuras mais importantes do Estado iraniano e pivô da atuação do Irã na região da Ásia e Oriente Médio. O atentado contra o general foi realizado por drones contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque. Pelo menos outras nove pessoas morreram, incluindo Abu Mahdi al-Muhandis, comandante da milícia iraquiana Kata’ib Hezbollah. 

Soleimani era major general dos Corpos da Guarda Revolucionária Iraniana, comandante da unidade especial de guerra irregular e operações de inteligência, a Força Quds. Assim, era protagonista da atuação iraniana fora de seu território e do crescimento substancial da influência do Irã na região do ocidente asiático na última década. 

Como comandante da Força Quds, participava do Conselho Supremo de Segurança Nacional no mesmo nível que outras autoridades do Estado: o comandante dos Corpos da Guarda Revolucionária, os chefes do Exército, os ministros de governo, o presidente do país e o presidente do Parlamento, dentre outros.