Domingo, 10 de maio de 2026
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Nesta quarta-feira, 30 de agosto, seguindo a mesma lógica do que se passou no Níger em 26 de julho, ocorreu um golpe de Estado no Gabão, também uma ex-colônia francesa na África. O anúncio do golpe foi feito através da rede de televisão e ocorreu logo após as autoridades eleitorais declararem que o presidente Ali Bongo havia vencido as eleições para exercer um terceiro mandato.

A junta militar anunciou que o presidente Ali Bongo Ondimba está em prisão domiciliar e que seu filho, Noureddin Bongo Valentin, foi detido. O mesmo aconteceu com o diretor do gabinete Ian Ghislain Ngoulou, o vice-diretor do gabinete Mohamed Ali Saliou e o conselheiro presidencial Jessye Ella Ekogha, entre outros.

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A empresa de mineração francesa Eramet suspendeu temporariamente suas atividades no país, onde tem cerca de 8 mil funcionários. O porta-voz da empresa disse que a suspensão das atividades é o procedimento usual nesses casos e é feita para “preservar a segurança” da força de trabalho.

Com reservas de petróleo e manganês, o Gabão é um dos países mais ricos em recursos do mundo, mas empresas francesas ainda dominam setor extrativo

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Jbdodane / Flickr

Região das minas da Comilog na cidade de Moanda, no Gabão, em 2013

O Gabão é o maior produtor mundial de manganês. A empresa de mineração, por meio de sua subsidiária Comilog, extrai e processa o minério. De acordo com relatórios, as ações da Eramet caíram pouco mais de 20% na abertura da Bolsa de Valores de Paris.

O Gabão é um dos países mais ricos em recursos do mundo. Seu PIB per capita é quatro vezes maior do que o da maioria dos países da África Subsaariana graças, principalmente, à extração de petróleo e manganês. Embora tenha conquistado a independência em 1960, a pegada de seu colonizador ainda está presente na economia, com grandes empresas de propriedade francesa ainda dominando os setores de mineração, petróleo e madeira.