Domingo, 3 de maio de 2026
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A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta quinta-feira (03/08) a suspensão da tramitação do projeto de lei para a criação de um salário mínimo no país.

Com maioria confortável no Parlamento, o governo da premiê de extrema direita, Giorgia Meloni, conseguiu paralisar a iniciativa com placar de 168 votos a 128, além de três abstenções. O resultado foi recebido com gritos de “vergonha” por parte de deputados de oposição.

“Estamos diante de uma maioria que foge perante um problema real. Estamos abertos ao diálogo, mas o governo diz que não se importa com as dificuldades das pessoas”, acusou a líder de centro-esquerda do Partido democrático (PD), Elly Schlein.

“Enquanto aumentam os juros, a gasolina e a cesta básica, há pessoas que trabalham da manhã à noite por quatro ou cinco euros brutos por hora”, reforçou o ex-premiê e presidente do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), Giuseppe Conte.

Deputados de oposição ao governo de Meloni denunciam 'instrumentalização' de tema, uma vez que Roma não conta com um piso estabelecido de renda mínima estabelecido por lei

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Com maioria confortável no Parlamento, governo da premiê de extrema direita, Giorgia Meloni, conseguiu paralisar a iniciativa

Já o deputado governista Maurizio Lupi, do Nós Moderados, disse que a suspensão foi motivada pelo desejo de “não interromper o diálogo”. “Digo à oposição que instrumentalizar esse tema não ajuda ninguém”, acrescentou.

O projeto assinado por quase todos os partidos de oposição prevê a instituição de um salário mínimo de nove euros por hora (R$ 47), uma vez que a Itália é um dos seis países da União Europeia que não contam com um piso estabelecido por lei.

O governo Meloni, no entanto, é contra a medida e alega que a solução para aumentar os salários é fortalecer as negociações coletivas. 

Também nesta semana, na última terça-feira (01/08), o governo de Meloni decidiu por fim ao programa de renda mínima que ajudava pessoas mais pobres na Itália. Segundo sua administração, o objetivo é que o projeto deixe de existir até janeiro de 2024.  

(*) Com Ansa