Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

Na manhã desta quarta-feira (26/07), um grupo de militares invadiu o palácio presidencial do Níger e tomou como refém o mandatário do país africano, Mohamed Bazoum, e alguns membros da sua família.

Segundo a imprensa local, a insurgência militar não faz parte de uma ação determinada pelo conjunto das forças armadas nigerinas, e sim por uma reação de um grupo leal ao general Omar Tchiani, ex-chefe da guarda presidencial, que havia sido demitido dias antes, por decisão de Bazoum.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Os meios nigerinos também informam que Tchiani era considerado homem de confiança do antecessor de Bazoum, Mahamadou Issoufou (2011-2021), e que sua demissão foi justificada por essa ligação.

Outras autoridades do Níger qualificaram a ação como um “movimento antirrepublicano” e uma tentativa de golpe de Estado.

Mais lidas

Alguns meios inclusive sugerem o envolvimento de Issoufou na ação. Outros afirmam que o motivo o grupo insurgente estaria agindo em nome do general Tchiani, descartando a participação de Issoufou no caso.

Bazoum e Issoufou fazem parte da mesma organização política, o Partido Social Democrata do Níger, de centro-esquerda, razão pela qual o conflito, caso tenha conotações políticas, poderia significar também um racha no partido que comanda o país há 12 anos, desde o fim do regime militar.

Eleito em 2021, Mohamed Bazoum foi vítima de insurgência após demissão de chefe da guarda presidencial que serviu ao seu antecessor; presidente está sendo mantido refém no palácio presidencial

Presidência do Níger

Presidente nigerino Mohamed Bazoum foi sequestrado por grupo de militares após demitir chefe da guarda presidencial

A imprensa local assegura que os militares insurgentes entregaram garantias às autoridades locais de que o presidente e seus familiares sequestrados não se encontram feridos.

A União Africana emitiu um comunicado sobre a insurgência no Níger, classificando-a como um ato “semelhante a um golpe de Estado” e como uma “tentativa de minar a estabilidade das instituições democráticas” no país.

Histórico de golpes de Estado

O Níger era uma antiga colônia francesa no Noroeste da África, que alcançou sua independência em 1960. Desde então, o país teve cinco presidentes civis, sendo que os três primeiros foram vítimas de golpes de Estado: Hamani Diori (primeiro presidente da história do país), em 1974; Mahamane Ousmane, em 1996; e Mamadou Tandja, em 2010.

Também houve um golpe de Estado contra o presidente militar Ibrahim Baré Maïnassara, em 1999, em ação ainda mais violenta, já que terminou com o assassinato do então mandatário.

O possível envolvimento de Issoufou neste quinto golpe registrado na história do país poderia agregar um fato inusitado ao caso, já que ele foi o primeiro presidente civil que conseguiu completar seu mandato e entregar o poder a outro civil.

Além de ter sido o único civil que não sofreu um golpe, Issoufou entregou o poder a Bazoum, seu aliado quando foi eleito, no que se transformou na primeira transição democrática da história do Níger.

Com informações de RT, Jeune Afrique e TeleSur.