Sábado, 23 de maio de 2026
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O mundo político amanheceu nesta quarta-feira (03/05) com a informação de que a Polícia Federal (PF) realizava operação que chegava diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, à esposa dele, Michelle Bolsonaro (ambos no PL), e outras pessoas ligadas à família. Entre eles, dois assessores muito próximos ao clã: o tenente-coronel do Exército Mauro Cid e o ex-sargento do Bope Max Guilherme. A investigação apura suposta inserção de dados falsos em carteiras de vacinação contra a covid-19.

As carteiras adulteradas teriam sido as do próprio ex-presidente; da filha dele, Laura Bolsonaro; e de Mauro Cid, da filha e da esposa dele. Segundo a PF, as adulterações aconteceram para que os envolvidos pudessem embarcar do Brasil para os Estados Unidos, burlando as normas sanitárias vigentes.

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Não houve ordem de prisão expedida contra Bolsonaro, mas os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa em Brasília onde o ex-presidente vive desde que voltou ao Brasil. Após a ação dos policiais, Bolsonaro, que teve de entregar seu celular para investigações, disse que “ficou surpreso” com a visita e reforçou o discurso de que não se vacinou.

“Eu não tomei a vacina. Uma decisão pessoal minha. O cartão de vacina da minha esposa também foi fotografado, ela tomou a vacina nos Estados Unidos, da Janssen. E minha filha, Laura, de 12 anos, não tomou a vacina também. Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum, não existe adulteração da minha parte”, disse.

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Entenda sobre operação da Polícia Federal contra Bolsonaro e aliados

Flickr/Palácio do Planalto

Investigação apura suposta inserção de dados falsos em carteiras de vacinação contra a covid-19

O ex-presidente foi intimado a prestar depoimento formal sobre o caso, o que pode acontecer ainda na tarde desta quarta-feira, em Brasília. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, o orientou a ficar em silêncio sobre o assunto.

Outros envolvidos

No total, seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Além de Mauro Cid e Max Guilherme, a PF prendeu outros três militares: Sérgio Rocha Cordeiro, que também trabalhou na equipe de segurança de Bolsonaro; Luis Marcos dos Reis, ex-integrante da equipe de Mauro Cid; e Ailton Gonçalves Moraes Barros. Além deles, também foi preso o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias-RJ, João Carlos de Sousa Brecha.

Segundo apuração da TV Globo, consta no sistema do Ministério da Saúde que Bolsonaro teria tomado duas doses da vacina contra a covid em um centro municipal de saúde de Duque de Caxias, nos dias 13 de agosto e 14 de outubro de 2022. Em 21 de dezembro, Brecha teria feito a inserção desses dados no sistema do Programa Nacional de Imunizações, o que comprovaria a fraude caso o ex-presidente realmente não tenha tomado o imunizante.

A operação cumpriu, no total, 16 mandados de busca e apreensão. Entre eles, um contra a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro.