Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O Reino Unido e a União Europeia adotaram formalmente nesta sexta-feira (24/03) um novo acordo sobre as disposições pós-Brexit na Irlanda do Norte. O acerto, no entanto, não conseguiu acabar com o bloqueio político nessa região britânica com passado conturbado.

O ministro das Relações Exteriores britânico, James Cleverly, e o vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic, assinaram o chamado “marco de Windsor” em uma reunião em Londres.

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Os deputados britânicos aprovaram com maioria esmagadora uma parte crucial do acordo na quarta-feira, apesar de uma rebelião do ex-primeiro-ministro Boris Johnson e de outros conservadores eurocéticos, que votaram contra.

O principal partido unionista da Irlanda do Norte, o DUP, também votou contra a medida-chave, que dá ao Parlamento da Irlanda do Norte o poder de veto sobre as novas regras da UE que estão sendo implementadas na região.

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Apesar de “representar um progresso real”, o novo acordo “não aborda a questão fundamental, ou seja, a imposição da lei da UE” na Irlanda do Norte, justificou na semana passada Jeffrey Donaldson, líder do DUP.

'Marco de Windsor' atualiza protocolo da Irlanda do Norte negociado em 2020 por Boris Johnson no contexto da saída do Reino Unido da União Europeia

Wikicommons

Protocolo manteve Irlanda do Norte dentro do mercado único europeu, a fim de evitar fronteira terrestre "dura" com a República da Irlanda

O “marco de Windsor”, alcançado no mês passado entre Londres e Bruxelas, atualiza o chamado protocolo da Irlanda do Norte negociado em 2020 por Johnson no contexto da saída do Reino Unido da União Europeia.

Evitar fronteira “dura”

Esse protocolo manteve a Irlanda do Norte dentro do mercado único europeu, com o objetivo de evitar uma fronteira terrestre “dura” com a vizinha República da Irlanda, país membro da UE, que ameaçaria a frágil paz entre republicanos e unionistas norte-irlandeses.

No entanto, para isso, impôs controles alfandegários aos produtos que chegavam à região procedentes do restante do Reino Unido – o que o DUP denunciou como uma ameaça à posição da Irlanda do Norte dentro do território.

Em protesto, este partido bloqueou por um ano as instituições regionais da Irlanda do Norte, onde católicos e protestantes devem compartilhar o poder sob o acordo de paz da Sexta-Feira Santa de 1998, que pôs fim a três décadas de conflito que deixaram mais de 3.600 mortos.

Em um comunicado, Cleverly saudou o “marco de Windsor” como “o melhor negócio para a Irlanda do Norte, garantindo seu lugar no Reino Unido e protegendo” o acordo da Sexta-Feira Santa.