Domingo, 10 de maio de 2026
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O governo anunciou nesta quarta-feira (25/01) uma intervenção militar no departamento de Puno, que tem se caracterizado nas últimas semanas como uma das mais mobilizadas contra a presidente Dina Boluarte.

A região fica no Sudeste do país e contém parte das margens do famoso Lago Titicaca. Sua capital, também chamada Puno, tem sido um dos principais palcos de manifestações exigindo a renúncia da mandatária que assumiu no último dia 7 de dezembro, após a destituição do ex-presidente Pedro Castillo.

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As dezenas de tropas enviadas ficarão passarão a ser responsáveis pela segurança pública em todo o departamento de Puno. A medida entrou em vigor nesta quarta e durará pelo menos 10 dias, podendo ser prorrogada caso a presidente decida que é necessário.

O anúncio ocorre após uma terça-feira (24/01) marcada por mais uma jornada de protestos em todo o país, na qual novamente foram registradas ações extremamente violentas por parte da Polícia Nacional peruana contra os manifestantes, especialmente em Puno, Callao, Cusco e na capital Lima.

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Além da renúncia de Boluarte, os movimentos sociais peruanos pedem a realização de eleições gerais no país ainda em 2023 – e não em 2024, como propõe o atual governo – e a realização de uma assembleia constituinte, que escreva uma nova carta magna, já que a atual foi imposta em 1993 pelo então ditador Alberto Fujimori.

Governo também anunciou auxílio financeiro para todos os membros da Polícia Nacional, por sua atuação contra os protestos pela renúncia da presidente Dina Boluarte

Twitter / Rádio Onda Azul Puno

Militares peruanos realizam operação na região de Puno, no Sudeste do país

A fortíssima repressão policial contra os manifestantes tem sido uma constante no país desde o início da onda de protestos, em dezembro. Em razão disso, já foram registradas 49 mortes até o momento [48 civis e um policial] segundo a Coordenadora Nacional de Direitos Humanos do Peru (CNDDHH).

O Ministério Público peruano também abriu uma investigação contra a presidente Boluarte e o chefe do Conselho de Ministros, Alberto Otárola, por suas possíveis responsabilidades nas mortes dos manifestantes.

Por sua parte, o governo reconhece a gravidade das mortes durante as manifestações, mas acusa os setores mais progressistas da oposição de “incitar a população contra as instituições”.

Ao mesmo tempo, Otárola e Boluarte têm realizado gestos frequentes de apoio ao trabalho da Polícia Nacional, apesar das mortes de civis produzidas por esta. A mais recente, segundo o jornal local La República, foi a entrega de um auxílio financeiro especial para todos os membros da corporação.