Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A presidente do Peru, Dina Boluarte, afirmou a um canal de televisão do seu país que o governo do México outorgou asilo político à família do ex-presidente Pedro Castillo.

Segundo a presidente peruana, a informação foi entregue a ela pela chanceler Ana Cecilia Gervasi, e que o benefício teria sido dado à esposa de Castillo, Lilia Paredes, e aos dois filhos do ex-mandatário.

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“Há poucos dias, minha chanceler disse que o estado mexicano já havia concedido o asilo político [à família de Castillo]. Eu disse a ela que procedesse de acordo com a lei, tudo que se faz agora é a partir do marco legal”, explicou Boluarte, em sua participação no programa “Panorama”, do canal Panamericana Televisión.

Segundo a imprensa peruana, Paredes e sua irmã, junto com seus respectivos filhos, estão desaparecidos desde o dia 8 de dezembro. As duas mulheres estão sendo investigadas por um possível envolvimento em casos de corrupção.

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Apesar da declaração de Boluarte, o governo do México não confirmou a veracidade da informação revelada no programa.

Governo do país norte-americano não confirmou a informação, embora exista sim uma oferta de asilo oficial ao próprio Castillo

Presidência do Peru

Pedro Castillo e Dina Boluarte, quando ele era presidente e ela vice-presidente do Peru

No entanto, é verdade que o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador ofereceu asilo político de forma oficial ao próprio Pedro Castillo, que não pode aceitá-lo porque já se encontrava preso quando o benefício foi outorgado.

O Peru vive uma crise política desencadeada após a apresentação, no começo do mês de dezembro, de um projeto para destituir o então presidente Pedro Castillo. Este reagiu tentando dissolver o Congresso e instalar um governo de exceção, mas a medida não foi acatada pelas demais instituições.

Após o fracasso do autogolpe, no dia 7 de dezembro, Castillo foi destituído pelo Congresso e preso horas depois pela Polícia Nacional peruana, por “conspirar contra as instituições”. A então vice-presidente Dina Boluarte assumiu o seu cargo e se tornou a primeira mulher a governar o Peru.

Entretanto, desde a posse da nova presidente, o país vive uma série de protestos realizado por organizações sociais e por pessoas comuns que defendem a realização de novas eleições no país como forma de resolver a crise política. As manifestações em todo o país têm sido quase diárias, e marcadas também por uma forte repressão policial, que já produziu ao menos 25 vítimas fatais, segundo entidades de defesa dos direitos humanos.

(*) Com informações de TeleSUR