Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O governo do presidente Guillermo Lasso e os movimentos indígenas, representados na Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), que lideraram quase três semanas de mobilizações no Equador no último mês, instalaram nesta quinta-feira (07/07) a primeira mesa de diálogo para debater as reivindicações pontuadas pelos manifestantes durante os 18 dias de greve. 

“Hoje foi instalada a mesa de diálogo técnico com o Governo, da CONAIE colocamos toda a nossa predisposição para que este processo leve à obtenção de resultados nas questões da agenda nacional, que são em benefício da maioria das famílias do país”, disse Leônidas Iza, líder da Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), no Twitter. 

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A instalação de mesas de diálogo entre o governo e os movimentos indígenas equatorianos foi um dos principais acordos alcançado pela suspensão das mobilizações em todo o país, que aconteceu no dia 30 de junho.

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A mesa foi instalada na sede da Conferência Episcopal Equatoriana (CEE), onde foi determinado o roteiro dos diálogos entre ambas as partes durante os próximos 90 dias, também estabelecidos no acordo.

Como resultado do acordo para o fim das mobilizações gerais, administração de Guillermo Lasso e manifestantes conversarão sobre reivindicações populares durante os próximos três meses

Twitter/Leônidas Iza

Instalação de mesas de diálogo entre o governo e os movimentos indígenas equatorianos foi um dos principais acordos alcançados

Segundo o Ministério de Governo do Equador, serão realizadas dez mesas técnicas de diálogo envolvendo debates sobre emprego e direitos trabalhistas, energia e recursos naturais, acesso à saúde, segurança e educação. 

Por sua vez, a CEE, em nota anterior ao início das conversações, afirmou que “confiamos que este processo de diálogo, discernimento e tomada de decisões nos ajudará a construir juntos um Equador de fraternidade, justiça e equidade”.

Além das mesas técnicas de diálogo, o acordo também resultou na diminuição do preço dos combustíveis e a revogação do decreto de promoção da atividade petrolífera.

(*) Com Telesur