Domingo, 10 de maio de 2026
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A Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos (ISNA) informou na última segunda-feira (27/06) que a próxima rodada de negociações sobre o acordo nuclear entre o Irã e os Estados Unidos ocorrerá em Doha, capital do Catar, em vez de Viena, na Áustria, onde as conversas são habitualmente feitas. 

“Espera-se que as negociações sobre o reavivamento do Plano de Ação Conjunto Global sejam realizadas nos próximos dias em Doha pelas delegações do Irã, Estados Unidos e da União Europeia”, indicou a agência.

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Mohammad Marandi, assessor de imprensa do negociador nuclear iraniano Ali Bagheri Kani, confirmou à ISNA que as conversações, facilitadas pela União Europeia, ocorrerão na capital do Catar devido aos “laços amistosos de Doha com Teerã [capital do Irã]”. 

Segundo a agência iraniana PressTV, Saeed Khatibzadeh, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, também afirmou no início da segunda-feira que as negociações serão feitas durante esta semana. 

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Por sua vez, a agência britânica Reuters adiantou que as conversações podem ocorrer entre esta terça-feira (28/06) e quarta-feira (29/06).

As negociações do acordo nuclear estão suspensa desde março, principalmente pelo pedido da parte do Irã em que o governo norte-americano remova a Corporação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que faz parte das forças armadas iranianas, da lista de organizações consideradas como “terroristas” pelos Estados Unidos.

Segundo negociadores iranianos, Doha foi escolhida por manter ‘laços amistosos' com Teerã; conversas estão paradas desde março

Wikicommons

Agência Reuters adiantou que conversações podem ocorrer entre esta terça-feira (28/06) e quarta-feira (29/06)

Em 2015, sob a administração de Barack Obama (2009-2017), os Estados Unidos se juntaram a outros países, entre eles, China, Rússia e Irã, para assinar o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que limitou o enriquecimento de urânio de Teerã para evitar que o país criasse armas nucleares.

Na época, Mohammad Javad Zarif, então ministro de Relações Exteriores do Irã, aceitou o acordo em troca da suspensão de diversas sanções que o país era imposto, entre elas, a exportação de petróleo.

No entanto, o ex-presidente norte-americano Donald Trump (2017-2021) retirou Washington do acordo em 2018, alegando, sem provas, violações por parte de Teerã. Assim, reimpôs sanções ao Irã, levando a nação persa a se retirar gradualmente dos termos do acordo a partir de 2019.

O atual chefe de Estado dos EUA, Joe Biden, retomou em 2021 as negociações do JCPOA, mas também impôs ao Irã mais sanções. No entanto, Biden também tem negociado a exportação de petróleo venezuelano e iraniano em meio à subida dos preços petrolíferos desencadeada pelos crescentes embargos ocidentais ao petróleo da Rússia.

(*) Com Sputniknews