Sábado, 16 de maio de 2026
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A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) começou, na madrugada desta segunda-feira (13/06), um protesto de mobilização nacional contra o governo de Guillermo Lasso. 

No início do dia, as primeiras mobilizações foram confirmadas, como o bloqueio da rodovia que liga as províncias de Pastaza e Napo, localizadas na região amazônica do Equador, pela comunidade indígena Kichwa.

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Apesar das ameaças de repressão do governo equatoriano, segundo a Conaie e outras organizações indígenas, é esperado que demais setores se unam à mobilização nacional, que serão “territoriais e pacíficas”, mas sem descartar a chegada em Quito, capital do Equador, e pressionar para a destituição de Lasso.

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Segundo o líder da organização, Leonidas Iza, é exigido do governo Lasso a “redução dos preços dos combustíveis, produtos agrícolas com preços justos, mais emprego e respeito aos direitos trabalhistas”. 

Após reuniões sem resultados com governo, organizações cobram uma ‘reparação' em diversos setores do país, como educação e saúde

Twitter/Conaie

Conaie e outras organizações indígenas esperam que demais setores se unam à mobilização nacional

Ademais, as lideranças indígenas cobram uma auditoria ambiental e “reparação pelo impacto da mineração e extração de petróleo” nos territórios das comunidades. 

Da mesma forma, os manifestantes exigem que setores estratégicos do Estado não sejam privatizados e que sejam oferecidos “maiores orçamentos” para áreas da educação, saúde, segurança e geração de políticas públicas para conter a onda de violência e crime organizado que mantém o Equador em crise de segurança pública. 

“Se o presidente decidir resolver estas exigências imediatamente, ficaremos calmos. Mas se não nos levar em conta, agiremos em outros níveis”, alertou o líder indígena.

A Conaie organizou a mobilização nacional após ter esgotado as instâncias de diálogo com o governo equatoriano em reuniões realizadas ao longo do ano de 2021.

 (*) Com Telesur