Domingo, 17 de maio de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu na noite desta quinta-feira (10/02) que os cidadãos norte-americanos na Ucrânia deixem o país o quanto antes, alertando para um possível “grande conflito com a Rússia”.

“Os cidadãos americanos devem sair, devem sair agora. Não é como se estivéssemos lidando com uma organização terrorista. Estamos lidando com um dos maiores exércitos do mundo. Esta é uma situação muito diferente e as coisas podem enlouquecer rapidamente”, disse Biden em entrevista à rede de televisão NBC News.

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O presidente descartou a hipótese de enviar tropas para resgatar norte-americanos que tentem fugir do país após o início de uma eventual guerra.

“Já será uma guerra mundial quando os EUA e a Rússia começarem a atirar um no outro. Estamos em um mundo muito diferente do que já estivemos”, afirmou.

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Ele aproveitou a entrevista para enviar uma mensagem ao presidente russo, Vladimir Putin. Segundo Biden, se Putin “for tolo o suficiente para entrar, ele é inteligente o suficiente para, de fato, não fazer nada que possa impactar negativamente os cidadãos americanos”.

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As tensões entre Washington e Moscou estão em seu ponto mais alto desde a Guerra Fria. Os EUA e seus aliados do Ocidente interpretam a movimentação de tropas russas perto da fronteira ucraniana como preparativos para uma eventual invasão.

A Rússia já rejeitou reiteradamente as suspeitas, defendendo o direito de mover forças dentro de seu próprio território.

Moscou acusa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de buscar pretextos para enviar mais equipamentos militares às proximidades das fronteiras russas.

As tensões na Ucrânia começaram em 2014, após um golpe de Estado apoiado pelo Ocidente. Na sequência, as regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país, proclamaram independência da Ucrânia com apoio da população em referendos. 

Porém, Kiev lançou uma operação militar para frear as forças independentistas. A guerra em Donbass já levou à morte cerca de 13 mil pessoas e deixou dezenas de milhares de feridos e mais de 2,5 milhões de deslocados dentro ou fora da Ucrânia.