Domingo, 17 de maio de 2026
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Os Estados Unidos estão prontos para agir por meio de sanções contra a Rússia se for necessário, disse o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken nesta quarta-feira (19/01) em Kiev, na Ucrânia, ao lado do ministro das Relações Exteriores do país, Dmitry Kuleba. 

De acordo com o representante dos Estados Unidos, há um conjunto de embargos que podem ser impostas ao território russo, envolvendo “componentes financeiros, econômicos e de controle de exportação”. 

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Ainda segundo ele, as gestão de Joe Biden espera não ter que chegar a este cenário, mas se for necessário “agiremos fortemente”.

Por sua vez, o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov afirmou que a Rússia não pretende fazer mudanças na movimentação de tropas em seu próprio território sob pressão. 

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Além disso, Ryabkov declarou que, no diálogo com os EUA, a Rússia explicou que as sanções contra Moscou não funcionam e não alterarão as políticas do país. “Não vou esconder que preferiríamos encontrar um entendimento recíproco e um acordo, sobretudo com os EUA. Envolver um círculo de países grande demais nesse processo nos parece contraprodutivo”, afirmou.  

Antony Blinken disse que EUA 'agirão fortemente'; Moscou afirma possíveis imposições 'não alterarão' as políticas do país

Reprodução

Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, ao lado do secretário norte-americano Antony Blinken na capital ucraniana

Blinken desembarcou na manhã desta quarta na capital ucraniana. O chefe da diplomacia norte-americana foi recebido pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e, na próxima sexta-feira (21/01), se reunirá com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, em Genebra, em uma nova tentativa de diálogo entre as partes.

Segundo o secretário, Washington está pronto para fornecer à Ucrânia o apoio de segurança. “No ano passado, fornecemos mais assistência de segurança do que em qualquer outro período desde 2014”, disse.

O alto funcionário também prometeu “ajuda adicional acima da já planejada” no caso de uma “invasão” na Ucrânia pela Rússia. Por sua vez, o presidente Zelensky agradeceu pelo “apoio em tempos difíceis”, o que inclui o envio de mais US$ 200 milhões para assistência em defesa e segurança.

A Rússia, no entanto, insta que os EUA parem de entregar armas à Ucrânia. Ryabkov declarou que não há risco de uma guerra em grande escala na Europa e que a Rússia não pretende atacar a Ucrânia. 

O Kremlin nega as acusações e denuncia o expansionismo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que já engloba diversos países próximos ao Mar Báltico e hoje mira a adesão de Ucrânia e Geórgia. 

(*) Com Sputnik, RT e Ansa.