Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaev, aceitou nesta quarta-feira (05/01) a demissão do governo após uma onda de protestos em todo o país contra o aumento no preço dos combustíveis.

A medida prevê a saída imediata do primeiro-ministro Askar Mamin e de todo o seu gabinete, deixando o vice-premiê Alikhan Smailov como líder interino do governo.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O anúncio ocorreu horas após o presidente ter declarado estado de emergência e implementado um toque de recolher em Almaty, maior cidade do país, e na província de Mangystau, que devem durar até o dia 19 de janeiro.

Segundo a emissora RT, manifestantes invadiram e atearam fogo no prédio da prefeitura de Almaty na manhã desta quarta-feira. A jornada de protestos chega ao 4º dia consecutivo.

Mais lidas

Em nota, o governo da Rússia, país vizinho, apoiou a decisão do presidente de dissolver o governo cazaque e incentivou o diálogo entre as autoridades e a população.

“Estamos seguros de que nossos amigos cazaques podem resolver sozinhos seus problemas internos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Segundo emissora RT, manifestantes invadiram prefeitura da maior cidade do país nesta quarta-feira; protestos chegam ao 4º dia consecutivo

Wikicommons

Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaev, decretou estado de emergência

Início dos protestos no Cazaquistão

Os protestos no país, que tem no petróleo sua principal fonte de renda, começaram logo nos primeiros dias de 2022, quando o preço do litro do combustível passou de 50 tenge (cerca de R$0,60) para 120 tenge (cerca de R$1,50). Segundo as autoridades, o aumento ocorreu porque a partir de 1º de janeiro os preços do gás deixaram de ser regulados.

As primeiras manifestações ocorreram na cidade de Janaozen, no dia 2 de janeiro, se espalhando posteriormente na capital do país, Nursultán, e em mais cidades, incluindo Aktau, Almaty, Aktobé e Taldykorgan.

O governo, que inicialmente havia afirmado que a restauração dos preços anteriores era impossível devido às “leis do mercado”, anunciou nesta terça-feira (04/01) uma redução do litro do combustível para 50 tenge na região onde os protestos começaram e também em Aktobé, embora não tenha conseguido conter a jornada de manifestações.

*Com Sputnik e RT