700 pessoas são presas durante protesto em Copenhague
700 pessoas são presas durante protesto em Copenhague
Cerca de 700 pessoas foram detidas durante a manifestação a favor de um acordo climático em Copenhague – cidade que sedia a 15ª Conferência das Partes (COP-15).
O tumulto foi causado por um grupo de manifestantes vestidos com roupa preta. Com o rosto coberto por máscaras ou gorros, eles atiraram pedras e garrafas nos policiais, que impediram o bloco de seguir na passeata.
Em novembro deste ano, o governo da Dinamarca aprovou uma lei que proíbe que pessoas cubram o rosto durante manifestações, na tentativa de facilitar a identificação de possíveis causadores de problema. A confusão não tirou a alegria das dezenas de milhares de manifestantes, que vieram de diversas partes do mundo.
“Sempre tem um grupo de pessoas que querem criar confusão, mas isso não tira a atenção do nosso objetivo que é pressionar os líderes por um acordo justo”, declarou a estudante italiana Antonela Cristiana, de 23 anos.
A passeata teve início na frente da sede do Parlamento dinamarquês. De lá, os manifestantes caminharam seis quilômetros até o Bella Center, espaço de eventos onde acontece a COP-15.
Os organizadores do evento afirmam que 100 mil pessoas participaram do protesto. A polícia fala em 400 mil.
COP empresarial
O sábado foi de grande movimentação na capital dinamarquesa. Em todas as partes de Copenhague são realizados eventos relacionados à conferência do clima.
O premier dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, deixou as negociações da COP-15 de lado para participar da “Bright Green”, um evento empresarial no centro da cidade.
Ele se mostrou otimista sobre um resultado positivo na conferência. “Em menos de uma semana eu acredito que vamos fechar um acordo com metas ambiciosas contra o aquecimento global”, declarou.
Na exposição “Bright Green”, 170 empresas do mundo todo aproveitam a movimentação na cidade para apresentar suas idéias inovadoras no setor de tecnologia sustentável.
Restrições
A partir da próxima semana, uma nova etapa se inicia na Conferência do Clima. Com a chegada de ministros e chefes de Estado, as negociações avançam para a reta final.
Para garantir a segurança no Bella Center, a organização da COP-15 decidiu restringir o acesso de Organizações Não-Governamentais ao centro de conferências.
Uma nota divulgada neste sábado afirma que “por motivos de segurança, a capacidade do Bella Center está limitada a 15 mil pessoas. A secretaria esteve acompanhando o nível de acessos ao evento, que está se aproximando progressivamente do limite”.
A Organização das Nações Unidas registrou aproximadamente 30 mil pessoas para a cúpula. Metade desse número é composta por membros de ONG's. Neste sábado, os negociadores da COP continuaram as discussões, na tentativa de chegar a um consenso sobre o primeiro rascunho do texto da conferência. “É possível dizer que tivemos um progresso significativo nessa primeira semana de discussões”, afirmou a presidente da Conferência, Connie Hedegaard.
Compromissos
O secretário-geral da Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP15), Yvo de Boer, disse hoje que já seria positivo se a reunião levasse a resultados aplicáveis imediatamente, mesmo sem a existência de um documento que exija compromissos obrigatórios.
“Milhares de pessoas fazem sentir sua pressão”, como demonstram as manifestações em todo o mundo todo para pedir uma solução para a mudança climática, afirmou o secretário-geral, em referência aos protestos ocorridos neste fim de semana em muitos países para pedir um acordo em Copenhague.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que a luta contra a mudança climática não significa apenas renúncias, e afirmou à população do país que as medidas que forem adotadas em Copenhague não têm que, necessariamente, impor limitações.
“O bem-estar, em primeiro lugar, não é uma questão de consumo em quantidade. Tem a ver com o sentir-se bem”, declarou Merkel em uma entrevista publicada hoje (13) pelo dominical “Bild am Sonntag”.
Para Merkel, “seria desejável que no futuro o comércio seja feito com certificados de CO2 e que (esse comércio) seja fiscalizado internacionalmente para economizar CO2 onde é mais fácil e barato”.
Segundo a chanceler, faz “pouco sentido mobilizar com grandes custos as últimas reservas na indústria do aço quando, em outro lugar, por exemplo no saneamento da totalidade das velhas instalações, é possível alcançar uma economia clara de modo mais rápido e barato”.
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