Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Milhares de manifestantes indígenas, que chegaram a Quito vindos das zonas andinas do centro e do norte do país, marcham nesta terça-feira (08/10) em direção ao palácio presidencial para pressionar o presidente do Equador, Lenín Moreno, a desistir do fim do subsídio aos combustíveis e do pacote econômico acertado ao FMI.

Em meio a gritos de “Avante a Greve!”, “Fora Moreno e suas medidas!” e “Daqui não saímos!”, os indígenas avançam até o Palácio de Carondelet, no centro histórico da cidade, saindo da concentração no parque El Arbolito, que fica a cerca de 2 km do local. Na noite de segunda (07/10), Moreno saiu do palácio e transferiu a sede do governo para a cidade litorânea de Guayaquil, onde tem apoiadores políticos, como o ex-prefeito (e presidenciável) Jaime Nebot.

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Um porta-voz da organização Confederação de Nacionalidades Indígenas afirmou que, até o momento, mais de 5.000 pessoas estão mobilizadas na capital equatoriana, com outros grupos vindos do norte prestes a chegar à cidade. Além dos indígenas, participam das movimentações grupos de esquerda, sindicalistas e jovens de diversas agremiações de oposição.

Há registros de marchas e manifestações em outras cidades do país, como em Puyo (a 239 km de Quito) 

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Mais de 5.000 pessoas estão mobilizadas na capital equatoriana, com outros grupos vindos do norte prestes a chegar à cidade; presidente transferiu governo para Guayaquil

CONAIE/Twitter

Indígenas, em foto desta segunda (07/10), em direção a Quito: grupo está na capital e se dirige ao palácio presidencial

Juan Vareles, presidente da Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) da região de Guayas, confirmou a realização de uma greve geral nesta quarta (09/10) para pedir a anulação do pacote econômico e o fim do estado de emergência.

De acordo com o Serviço Integrado de Segurança do Equador, estão bloqueadas rodovias em 17 das 24 províncias do país. As aulas estão suspensas desde a última quinta-feira (03/10).

O prefeito de Quito, Jorge Yunda, decretou estado de emergência grave na cidade, enquanto durar o estado de exceção decretado pelo presidente Moreno. De acordo com a prefeitura, a medida é para permitir a mobilização dos agentes públicos da cidade durante as 24 horas do dia.

(*) Com teleSUR