Domingo, 10 de maio de 2026
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Pesquisa da consultora Zuban Córdoba, realizada entre 16 e 17 de julho com 1.400 pessoas, revela que 57% dos argentinos desaprovam o governo de Javier Milei.

Apesar de a inflação estar relativamente controlada no país, 63% afirmam que está cada vez mais difícil sobreviver, e a renda de 54% dos entrevistados não cobre sequer suas necessidades básicas.

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A frase mais aceita na pesquisa — com 89% de aprovação — sintetiza a insatisfação crescente: “não é suficiente com que baixe a inflação, precisamos de salários melhores”.

A percepção da grande maioria é de deterioração da vida econômica: 47% afirmam que estão economicamente piores nos últimos seis meses; e 15%, igualmente mal. Apenas 16%  apontam melhoria, enquanto 19% diz estar “igualmente bem”. O que totaliza 62% dos argentinos insatisfeitos com sua situação econômica.

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Medo de perder o emprego

A pesquisa apresentou algumas frases específicas sobre o governo. “Nas últimas semanas senti que não há plano econômico” teve adesão de 55% dos entrevistados. Para 49%, “na Argentina, há inflação do dólar”. Já a frase “Javier Milei e Toto Caputo têm tudo sob controle” foi rechaçada por 57% dos argentinos.

Percepção da grande maioria é de deterioração da vida econômica
Tomaz Silva/Agência Brasil

Mais da metade dos entrevistados teme perder o emprego ou a renda por causa das políticas do atual governo. Apenas 14,7% conseguem poupar algo no fim do mês, enquanto a maioria gasta tudo ou se endivida.

A pesquisa também aponta que 64,8% dos argentinos acreditam que Milei está aprofundando a desigualdade social; enquanto 58,3% consideram que a situação econômica provavelmente levará a protestos e panelaços.

Segundo a Zuban Córdoba, “o bolso é o novo termômetro do descontentamento”. Os responsáveis pela avaliam o resultado da pesquisa como um sinal político.

Os dados podem indicar o que aguarda Milei nas eleições legislativas de meio de mandato, no próximo outubro.