Domingo, 10 de maio de 2026
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Em discurso televisionado domingo à noite (15/12), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que teve uma conversa “amigável, calorosa e importante” com Donald Trump.

Segundo o premiê, abordaram a necessidade de libertar os reféns em Gaza e seus planos para a Síria. O contato ocorreu enquanto Israel mantém intensos bombardeios sobre ambos territórios.

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“Discutimos a necessidade de completar a vitória de Israel e falamos longamente sobre os esforços que estamos fazendo para libertar nossos reféns”, disse Netanyahu, acrescentando que “continuaremos agindo implacavelmente para devolver para casa todos os nossos reféns, os vivos e os mortos”.

A assessoria de Trump não quis dar detalhes sobre conteúdo da conversa. Mas, na semana, o enviado do presidente eleito ao Oriente Médio, Steve Witkoff, alertou que “não seria nada bonito” se os reféns mantidos em Gaza ainda estivessem lá depois da posse, em janeiro.

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O próprio presidente eleito, no início de dezembro, prometeu que haveria “um inferno” no Oriente Médio se os reféns não fossem libertados antes do início do seu mandato.

O assunto provavelmente se torne um dos primeiros desafios de Trump.

Negociações para uma trégua em Gaza

Nas últimas semanas foram retomadas as conversas entre Egito, Catar e Estados Unidos para tentar chegar a uma trégua, que incluiria a liberação dos reféns.

Mas, de momento, as negociações não resultaram em nada de concreto e o discurso de Netanyahu sobre a necessidade de eliminar completamente o Hamas permanece o mesmo, assim como os bombardeios de seu país sobre a população civil em Gaza.

Além disso, o premiê justificou os intensos ataques realizados na Síria dizendo que visavam destruir as capacidades militares construídas por Bashar al-Assad ao longo de décadas, assim como as rotas de fornecimento de armas ao Hezbollah.

Desde a queda de Assad, Israel vem atacando todo tipo de instalações militares na Síria e colocou tropas em uma região desmilitarizada dentro desse país.

Os ataques se mantiveram intensos no final de semana, apesar de Abu Mohammed al-Jolani, líder do grupo que assumiu o poder no país, Hayat Tahrir al-Sham (HTS), ter reafirmado que não quer confrontos com Israel.

Países contatam com o novo governo sírio

Enquanto prosseguem as agressões israelenses à Síria, diversos países ocidentais já iniciam contatos preliminares com o novo governo da Síria, e a União Europeia discute como fazê-lo.

Departamento de Estado dos EUA/Wikimedia commons
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

Nesta segunda-feira (16/12), ministros das Relações Exteriores dos 27 Estados membros se reunirão em Bruxelas para discutir a situação da Síria e que tipo de relação institucional a União Europeia terá com o governo sírio interino liderado pelo HTS, classificado internacionalmente de terrorista.

O encontro também debaterá a decisão de diversos países membros, como Alemanha, Áustria e França, de suspender pedidos de asilo de sírios até que a situação no país se defina.

Essa decisão foi criticada por outros países membros, com Espanha.

Na Áustria, o governo de extrema direita chegou a falar em deportação antes de decidir oferecer 1.000 euros aos sírios que voluntariamente aceitem retornar ao seu país.

União Europeia manda enviado à Damasco

A representante da UE para Política Externa e Segurança, Kaja Kallas, determinou que o indicado da diplomacia europeia viaje até a capital Síria para estabelecer contatos preliminares com o novo Executivo do país.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reconheceu que seu país já iniciou “contatos diretos” com a HTS, assim como Reino Unido, Itália e França. Esta última enviará uma delegação à Síria na terça-feira (17/12).

Já a chefe do Executivo do bloco europeu, Ursula von der Leyen, viajará à Turquia para discutir a situação da Síria com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Ajuda europeia à Síria

A União Europeia anunciou que enviará 50 milhões de toneladas de suprimentos de saúde à Síria e que ampliará em 4 milhões de euros os recursos que destina às organizações humanitárias parceiras que atuam no país, elevando a 163 milhões de euros o total destinado a elas em 2024.

Enquanto isso, a Rússia permanece em silêncio sobre o futuro das duas bases militares que mantém na Síria.

A transferência de aviões da base e do campo de aviação russo em Khmeimim, entretanto, provocaram especulações sobre uma possível retirada russa.