Os cinco gigantes do futebol uruguaio
Há três anos, dirigentes do Cerro, Cerro Largo, El Tanque Sisley, Miramar Misiones e Rentistas exigiram que AUF solicitasse à Conmebol toda a documentação referente aos contratos firmados pela confederação
Para os torcedores de cinco pequenos times uruguaios, a operação que prendeu os dirigentes da FIFA, da Conmebol e da Concacaf não foi surpresa nenhuma. Há três anos, os dirigentes do Cerro, Cerro Largo, El Tanque Sisley, Miramar Misiones e Rentistas resolveram enfrentar os gigantes e exigiram que o presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) solicitasse à Conmebol toda a documentação referentes aos contratos firmados pela confederação.
Agência Efe

Torcedor uruguaio durante jogo da Copa América 2015, no Chile; times pressionaram AUF por transparência
É óbvio que os cartolas não lhes deram ouvidos. Então, em dezembro de 2013, os representantes dos clubes deram um passo ousado: entraram com uma ação criminal para o Juizado do Crime Organizado uruguaio investigar os contratos, a contabilidade e as atividades irregulares da Conmebol. Isto incomodou.
Os clubes passaram a ser ameaçados de expulsão e terem suas atividades de futebol encerradas caso não retirassem a denúncia. Sem contar os incontáveis pênaltis inexistentes e impedimentos não marcados dentro de campo. Mesmo, assim, não recuaram.

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Os investigadores uruguaios não foram tão rápidos como os norte-americanos, mas agora os cinco clubes – chamados pela mídia local de ‘Os cinco que não esquecem’ – já avisaram que querem mais: estão cobrando que a Justiça realize uma devassa nas relações da AUF com a empresa Full Play, dos empresários Hugo Jinkis, seu filho Mariano e Alejandro Burzaco, todos os três indiciados pelo FBI. A Full Play possui os direitos de transmissão dos jogos da Celeste Olímpica.
Coincidência ou não, o Cerro é o time de coração do ex-presidente Pepe Mujica.
(*) Recém-lançado, Marco Zero é um empreendimento criado por um grupo de jornalistas que acreditam na possibilidade de construir, cotidianamente, reportagens pautadas na ética, na transparência, na defesa dos Direitos Humanos e na construção coletiva do conhecimento e na cooperação como a melhor maneira de fazer jornalismo.























