Sábado, 4 de abril de 2026
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É vantajoso para o Paraguai integrar o Mercosul?
NÃO

A visão de José de San Martin, um dos libertadores da América, era de um bloco continental articulado através de um marco institucional comum que norteasse a integração. Entretanto, o que prevaleceu, foi uma abundância de caudilhos populistas que retalharam o continente travando lutas entre irmãos.

SIM, por Alberto Alzueta: Sair do Mercosul traria ao Paraguai prejuízos que não seriam compensados

Quase dois séculos depois, o Mercosul despertou seu projeto original. Os quatro países firmaram um acordo que era o embrião de uma América Latina focada em construir uma potência. Os planos iniciais eram audaciosos e incluíam até uma moeda única para o bloco, batizada de “Gaucho”. 

Desde então, o Mercosul avançou em várias frentes como educação, cultura, turismo e pesquisa. Entretanto, na economia, a visão sanmartiniana foi mais uma vez derrotada, pois os egos dos líderes pesaram mais. Registram-se poucos desenvolvimentos na sincronia das políticas macroeconômicas, o que enfraqueceu as perspectivas do projeto e promoveu desequilíbrios cada vez maiores.

Pode-se pensar em um bloco só, uma união de todos os países latino-americanos, que teria o quarto maior PIB do mundo

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Se, na costa do Atlântico, o cenário piorou, no outro lado do continente começou a se vislumbrar uma saída. Foi formada a Aliança do Pacífico em 2011. Peru e Chile, que já haviam travado uma guerra entre si, em parceria com a Colômbia e com o México, puseram em prática o sonho de San Martin. O grupo se auto-intitula a oitava economia do planeta, tem um projeto ambicioso de integração, já anunciou embaixadas comuns e tem dois países observadores, Costa Rica e Panamá, com intenções de participação. Trabalham a todo vapor no projeto.

Agência Efe

Presidentes das nações que compõem a Aliança do Pacífico: grupo se auto-intitula oitava economia do planeta

Em dois anos construíram mais do que o Mercosul fez em vinte, provando que o sonho da Pátria Grande pode virar realidade. É uma oportunidade para ações e ambições. Poder-se-ia pensar em um bloco só, uma união de todos os países latino-americanos que teria o quarto maior PIB do mundo, estando somente atrás dos EUA, Europa e China.

Novos acordos estão acontecendo em todo o planeta. São ferramentas potentes para crescer, atrair investimentos e abrir mercados. O mais importante é a intenção de um de livre comércio entre a União Européia e os Estados Unidos, que pode mudar a economia mundial. Em todos os blocos vale a máxima de quanto maior e mais integrado, melhor. Urge reagir.

O momento permite que todo o Mercosul ambicione a integração com a Aliança do Pacífico e concretize a Pátria Grande. 

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(*) Roberto Luis Troster, da Troster & Associados, é doutor em economia pela USP, foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP e PUC-SP. Correio eletrônico: robertotroster@uol.com.br


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