A pergunta é do site Politico, de Washington: e se os Estados Unidos realizassem um encontro de cúpula e ninguém viesse? De fato, no momento as coisas não estão indo bem para o país que, pela primeira vez desde a criação do evento, em 1994, sedia a nona Cúpula das Américas.
De 6 a 10 de junho, todas as nações do continente se reúnem em Los Angeles. Mas aí já começam as controvérsias: o governo de Joe Biden só quis convidar Estados democráticos: Nicarágua, Venezuela e Cuba ficaram de fora.
Em resposta, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, declarou que só viajaria para a Califórnia se todos os países do Hemisfério Sul fossem convocados. Bolívia, Honduras e algumas nações do Caribe aderiram, igualmente anunciando sua ausência, se os autocratas caribenhos não pudessem participar.
Agora, Washington tenta convencer pelo menos Jair Bolsonaro a se deslocar até Los Angeles. Dois vice-secretários de Estado do Departamento de Estado americano acabaram de visitar o Brasil, e por vários dias. Isso, apesar de no momento as relações entre os dois países estarem mais para frias: o extremista de direita à frente de Brasília se entendia bem com seu ídolo Donald Trump, com Biden ele não tem muito em comum.
Nova Rota da Seda seduz latino-americanos
Até agora, porém, a ofensiva diplomática americana não teve sucesso: Bolsonaro anunciou que não viajaria para os EUA, mas que continuaria mantendo todas as opções em aberto.
Agora os EUA estão ameaçados de sofrer um fiasco dolorido. Pois, se com Brasil e México, bem mais da metade dos 660 milhões de latino-americanos não estiver representada na cúpula, ela terá fracassado antes mesmo de começar.
























