Domingo, 10 de maio de 2026
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Morreu nesta sexta-feira (29/05) o jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos. Ele lutava contra um câncer no pâncreas desde 2019. O enterro deve acontecer neste domingo, no bairro do Butantã, na zona oeste paulistana.

Graduado na Faculdade Cásper Líbero, ele foi o fundador do site Catraca Livre. Dimenstein foi também colunista, diretor da sucursal de Brasília e correspondente internacional do jornal Folha de S.Paulo, veículo no qual trabalhou por 28 anos. Também trabalhou na Rádio CBN e no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora e nas revistas Visão e Veja.

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É autor de livros como O cidadão de papel, publicado em 1994, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura daquele ano na categoria não ficção. Na obra, fala sobre a realidade dos direitos da criança e do adolescente no Brasil dentro de uma discussão sobre a cidadania no país. Dimenstein apoiou, no final dos anos 1990, a criação do Projeto Travessia, iniciativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo voltada a mobilizar empresas e organizações do centro de São Paulo para atender crianças em situação de rua.

Escreveu também A guerra dos meninos, As armadilhas do poder – Bastidores da Imprensa, e Aventuras da reportagem, junto com o também jornalista Ricardo Kotscho, entre outras obras. Crítico dos métodos tradicionais de educação, escreveu ao lado de Rubem Alves Fomos Maus Alunos.

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Fundador do site Catraca Livre trabalhou na Folha de S.Paulo  por 28 anos e lutava contra um câncer no pâncreas desde 2019

Reprodução

Jornalista lutava contra um câncer no pâncreas desde 2019

Mundo das gentilezas

Em 30 de dezembro do ano passado, a Folha publicou um relato do jornalista no qual falava a respeito da experiência de conviver com a doença. “Nós vivemos nos meios digitais a era da indelicadeza, 500 mil pessoas criticando. Eu acabei entrando no mundo das gentilezas. Cada pessoa tem uma palavra, um chá, uma dica de oração, um olhar gentil. O outro mundo vai ficando ridículo”, disse.

“Com ou sem câncer vamos todos morrer, e se pudermos antecipar essa sensação, vamos evitar várias bobagens. A clareza maior da morte é uma dádiva. Não é o fim, mas um começo”, relatou.

Em seu último tuíte, em 16 de maio, ele lamentou a morte de outro jornalista, Luiz Maklouf Carvalho, que lutou contra um câncer de pulmão durante dois anos. “Morreu Luiz Maklouf – um maravilhoso repórter. Mesmo brigando contra o câncer, ele produziu excepcional livro-reportagem sobre Bolsonaro”, postou.